De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal (Sindical), Adriano Campos, a Câmara já ultrapassou os limites impostos pela lei de responsabilidade fiscal, em função desse desrespeito. Para mudar a situação, o sindicato propõe diminuir a quantidade de cargos existentes hoje. “Esse número sendo reduzido, a Câmara terá um lucro de R$ 17,5 milhões, o que vale a cerca de 360 casas populares no DF, assim nós poderemos ter melhores condições de trabalho”, diz.
Além disso, o prédio que custou três vezes mais que o preço inicial previsto não oferece condições de trabalho para os funcionários. Após a queda do elevador com duas servidoras dentro, no dia 23 de setembro, houve pânico e decepção dentro da sede que custou R$ 106 milhões. “Nós mudamos para a nova sede com uma grande expectativa. É um prédio bonito, mas com muitos defeitos: os elevadores despencam, o ar-condicionado não funciona, as fechaduras estão imprestáveis e as saídas de emergência estão bloqueadas,” enfatiza o presidente do Sindical.
Adriano Campos ainda afirma que propostas de mudanças já foram feitas aos deputados, mas foram ignoradas. Porém, uma primeira vitória já foi conquistada, o Sindical conseguiu uma liminar que impede que os deputados realizem nomeações que ultrapassem o número já existente hoje.