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Brasília

Cerca de 560 mil pessoas estão sendo esperadas nos cemitérios de todo o Distrito Federal

Arquivo Geral

01/11/2008 0h00

Cerca de 560 mil pessoas estão sendo esperadas nos cemitérios de todo o Distrito Federal durante o Dia de Finados. Para atender a demanda dos visitantes, cheapest os cemitérios terão segurança reforçada, tanto dentro quanto fora. A segurança interna contará com 43 homens distribuidos por todos os cemitérios. Haverá reforços da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Detran. De acordo com o Campo da Esperança, a medida é preventiva por conta do fluxo de pessoas.


Mas quem antecipou o Dia de Finados e compareceu aos cemitérios da cidade ontem ficou decepcionado com o estado de conservação e desorganização. Algumas pessoas viveram momentos desagradáveis, como Giselda Marcos de Brito e sua mãe, a aposentada Maria Antônia de Souza, 74 anos. O irmão de Giselda faleceu em setembro do ano passado e foi enterrado no Cemitério de Taguatinga. Quando a família foi visitar o túmulo, ontem, encontrou uma outra placa na sepultura, com o nome de Verônica dos Santos Tavares, morta em 1978.

A família garante que não conhece a pessoa supostamente enterrada na mesma sepultura do parente, e afirma que não foi avisada pela administração do cemitério sobre qualquer tipo de alteração. A mãe de Deoclides, Maria Antônia de Souza, estava desapontada e chorou ao ver a sepultura do filho. “Não podem colocar uma outra pessoa no túmulo dele. É um desrespeito com a memória dele e com a gente!”, desabafou.

Prestação
Giselda contou à reportagem do Jornal de Brasília que paga até hoje um valor alto pelo túmulo e teve de parcelar em 20 vezes. “É um erro muito grave. Essa outra placa não estava aqui antes e não aceitamos isso”, protestou. A administração do cemitério informou ter ocorrido um erro na colocação das placas e que não há outra pessoa enterrada no local. Mesmo assim, a família solicitou a exumação para conferir se os restos mortais são mesmo de Deoclides.

O funcionário público Pedro Paulo Figueireido perdeu a mãe no início do ano. Ela foi sepultada no Cemitério Campo da Esperança. Pedro reclamou que, apesar de pagar uma taxa mensal, a manutenção do túmulo não tem sido feita: “Não tem limpeza, há restos de mato e flores velhas. Não justifica cobrar manutenção se ela não existe”. Ele afirmou ainda que uma placa com a identificação da sepultura foi encomendada e paga em abril, mas, até agora, não foi instalada pela empresa Campo da Esperança, responsável pelos cemitérios.

Taguatinga
A aposentada Joana Oliveira, 73 anos, preferiu antecipar a visita ao túmulo do marido. Mas também não escondia a frustração ao ver o estado do Cemitério de Taguatinga. “Eles estão mortos, mas merecem respeito”, disse ela, revoltada.
A servidora pública Antônia Lima, 34 anos, quase precisou fazer um milagre para conseguir limpar o túmulo do filho João, que morreu atropelado há três anos. “Não tem água. Tive que fazer mais de cinco viagens com baldes que consegui encher fora do cemitério. É um absurdo”, reclamou.

De acordo com a administração dos cemitérios, a falta de água ocorreu por conta de uma dívida de mais de R$ 5 milhões da Associação dos Jardineiros com a Caesb. Para hoje, a empresa garante o abastecimento com caminhões-pipa.

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