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Brasília

Cemitérios funcionarão por 12 horas no Dia de Finados

Arquivo Geral

02/11/2011 7h29

Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br

Cerca de 800 mil pessoas devem visitar os cemitérios do Distrito Federal. A contagem começou no último sábado e vai até hoje, o Dia de Finados. Segundo a administração do cemitério Campo da Esperança, o local deve receber cerca de 60% desse público neste feriado.

Com a Operação Finados, a empresa Campo da Esperança, responsável pela administração dos seis cemitérios de Brasília, implementará ações como aumento do número de funcionários, organização do acesso e celebração de missas nos campos, em vários horários, durante todo o dia. Nesta semana, o horário de funcionamento dos cemitérios da Asa Sul, Taguatinga, Gama, Sobradinho, Planaltina e Brazlândia foi modificado. A visitação será permitida das 7h às 18h, e hoje será ampliado até as 19h.

Os seis cemitérios terão reforço de 26 atendentes, além dos 110 funcionários da empresa que trabalharão em regime integral. A segurança, que conta com 50 profissionais permanentes, terá 38 homens a mais.

O preço médio das flores na entrada do Campo da Esperança varia de R$ 6 a R$ 12, conforme o tamanho do vaso. O vendedor mais antigo do local, Aldo Monteiro, diz que no Dia de Finados pode arrecadar até R$ 4 mil. Porém, quem enfeitar o túmulo de parentes e amigos deve saber que as flores serão recolhidas em menos de 24 horas.

A Lei 2.424, de 13 de julho de 1999, regulamentada pelo Decreto 20.502, de 16 de agosto de 1999, dispõe sobre construção, funcionamento, utilização, administração e fiscalização dos serviços funerários no Distrito Federal. Ela determina também que o cemitério deve recolher as flores todos os dias.

Os cemitérios administrados pela Campo da Esperança Serviços cobram uma taxa mensal de administração de R$ 35, que segundo a assessoria de imprensa da empresa, é para a manutenção e conservação e abrange os serviços de limpeza, jardinagem, paisagismo e segurança, bem como alguns benefícios, como isenção do pagamento das taxas de sepultamento, locação de capela para velório, placa de identificação do sepultado e praça de sepultamento, nos casos de reutilização do jazigo.

O funcionário Público Getúlio Barbosa visita, há 40 anos, o túmulo do filho. Para ele, a cobrança da taxa de manutenção é abusiva. “Se os túmulos fossem cuidados, não haveria problemas, mas eu limpo e faço a manutenção sozinho”, justifica.

 
Como é grande o número de visitantes, será proibida a entrada de veículos nos cemitérios. Apenas idosos e pessoas com deficiência serão autorizadas, mediante apresentação do selo emitido pelo Detran. Nas unidades de Planaltina e de Brazlândia será vetado o acesso de veículos, por não ter espaço para circulação.

Serão montadas travessias de pedestres na Via Estrada Parque Polícia Militar (EPPM), na altura do Complexo da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e próximo à Academia de Polícia. “O objetivo é controlar o fluxo de pessoas, veículos e facilitar a entrada de visitantes pela lateral do cemitério da Asa Sul”, explica o tenente-coronel do BPTran, Jorge Cronemberger.

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