“Unidos somos mais fortes do que a dengue”. Esse foi o slogan que marcou a manhã de sábado (06), em Ceilândia. O dia D contra a dengue reuniu representantes de diversos serviços públicos que seguiram em carreata do Ceilambódromo até a praça central da cidade, ao lado do Restaurante Comunitário.
A carreata contou com a presença de representantes da Direção Regional de Ensino, SLU, Defesa Civil, Direção Regional de Saúde, Agência de Fiscalização e Vigilância Sanitária. “Todo o esforço será inútil, se a comunidade não participar”, afirmou o diretor geral de Saúde de Ceilândia, Valdir Nunes, ao conclamar cada cidadão a engajar-se nesta verdadeira guerra. Segundo o diretor, as ações serão permanentes enquanto durar o risco de multiplicação do mosquito e proliferação da doença.
Em todos os discursos, o apelo: nada de água parada nas casas, comércios, construções e terrenos baldios. Nada de lixo que possa oferecer abrigo ao mosquito. Nada de copos descartáveis, pneus a céu aberto, plantinhas em pratos com água e reservatórios de água sem tampa.
Algumas ações previstas no dia D contra a dengue em Ceilândia como teatro, visitação domiciliar, colagem de cartazes e distribuição de panfletos tiveram que ser adiadas por causa da chuva. Mas, sob os toldos cedidos pelas Forças Armadas e pela Caesb, os moradores da cidade podiam ver tirar dúvidas com os agentes de saúde. “Foi bom ter essa ação aqui. A gente escuta falar dessa doença, mas como não teve caso na família, termina não dando importância”, disse o Antônio Moura, que trabalhada em uma marmoraria. Ele ficou preocupado com a informação de que Ceilândia já teve 316 casos confirmados, só em 2010. Em todo o DF, foram sete mortes em conseqüência da dengue, nenhuma em Ceilândia.
O representante da Agência de Fiscalização pediu respeito à cidade, ao trabalho e à saúde no tocante à receptividade da fiscalização, já que 20 por cento dos moradores não abrem as portas das casas para os agentes da Vigilância Ambiental, o que compromete o trabalho de combate ao mosquito transmissor. Já a Defesa Civil agradeceu a participação do comércio local, que contribuiu com um caminhão de som, além da distribuição de panfletos informativos.
A representante da Regional de Ensino, Zilda Soares Marra, relatou algumas ações da Secretaria de Educação, como treinamento de agentes de saúde e discussões sobre dengue nas salas de aula.