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Brasília

Ceilândia e Samambaia concentram quase um terço das mortes no DF

Arquivo Geral

11/07/2012 7h12

Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br

 

No balanço da criminalidade divulgado pela Secretaria de Segurança do Distrito Federal, algumas cidades despontam como os principais redutos para a prática de crimes graves, como homicídios e roubos com restrição de liberdade da vítima, os chamados sequestros relâmpago. Ceilândia e Samambaia respondem por quase um terço das mortes violentas no DF no primeiro semestres deste ano, com 123 casos. Em todo o DF, foram registrados 394 homicídios.

 

As duas cidades, que ficam dentro da Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) Oeste, apresentaram um aumento de 19 assassinatos em comparação com os primeiros seis meses do ano passado. O fenômeno criminológico é explicado, segundo a cúpula da segurança, pela crescente disputa por pontos de venda de drogas e acertos de contas envolvendo o tráfico. Tanto Ceilândia quanto Samambaia sofrem com a ação de traficantes e usuários que alimentam o comércio de drogas como o crack, que continua avançando na capital da República.

 

Do outro lado do DF, em Planaltina, que fica dentro da circunscrição da Aisp Leste, o número de assassinatos contabilizados entre janeiro e junho deste ano foi o mesmo registrado por Samambaia, 41 mortes. O problema é semelhante ao vivido por Samambaia. Os assassinatos são motivados por disputas entre grupos rivais, que querem dominar pontos específicos usados para a venda de drogas. A diferença é que muitos integrantes das quadrilhas são adolescentes, antes envolvidos com gangues e que agora olham o tráfico como uma forma de ganhar mais dinheiro em um curto espaço de tempo.

 

 

Apesar dos números negativos quando existe a comparação entre os primeiros semestres deste ano e do ano passado, o especialista em segurança pública George Felipe  Dantas aponta que o planejamento da Secretaria de Segurança pode ser promissor, principalmente no que diz respeito à definição de perfil e de um padrão para os homicídios ocorridos no DF. “É preciso verificar se os homicídios ocorridos atualmente no DF apresentam algum tipo de padrão, o que se traduz por duas ou mais ocorrências de homicídios estarem relacionadas a um mesmo fator comum. Isso pode incluir o perfil de autores, locais de risco e alvos típicos como pessoas e/ou coisas. A secretária está usando essas ferramentas”, destacou.

 

Dantas explicou que os padrões para explicar os homicídios podem constituir fenômenos de curta duração, ainda que nem sempre se apresentem assim. “Quando de curta duração, padrões podem estar associados com a sazonalidade, tal qual acontece, por exemplo, na saúde pública, quando são identificados surtos de gripe em função de mudanças das estações do ano”, destacou o especialista.

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