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Brasília

CED Incra 8 vira primeira escola rural bilíngue de japonês

Parceria com a Secretaria de Educação do DF e a Fundação Japão levou o idioma à grade extracurricular do ensino médio integral em Brazlândia.

Redação Jornal de Brasília

30/06/2026 13h22

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Estudantes durante aula do curso de japonês no Centro Educacional (CED) Incra 8 de Brazlândia | Fotos: Divulgação/Arquivo CED Incra 8

O Centro Educacional (CED) Incra 8, em Brazlândia, passou a oferecer japonês em 2026 e se tornou a primeira escola rural bilíngue de japonês de Brasília. A iniciativa faz parte da grade extracurricular de estudantes do ensino médio integral e foi viabilizada por uma parceria entre a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) e a Fundação Japão, por meio do Programa de Educação Bilíngue Intercultural (Pebi).

Segundo a diretora da escola, Solange da Cunha, a demanda da comunidade foi um dos fatores que impulsionaram a criação do curso. Ela afirma que a colônia japonesa é grande em Brazlândia e que os pedidos por uma oferta de japonês já vinham de antes. A escola foi uma das unidades visitadas pela Embaixada do Japão durante a busca por instituições públicas aptas a iniciar essa parceria.

Atualmente, cerca de 75 estudantes participam das aulas de japonês no CED, dentro de um universo de aproximadamente 1.200 alunos. As turmas têm encontros às segundas e quintas-feiras, pela manhã.

Brazlândia é conhecida como a capital do morango e abriga uma comunidade japonesa considerada importante na região. Entre os professores, está Gabriel Akito, de 25 anos, que tem vínculo antigo com a escola: ele chegou ao CED em 2014, no oitavo ano do ensino fundamental, sem falar português, aprendeu o idioma na unidade, ingressou no curso de letras japonês na Universidade de Brasília e depois passou no concurso para professor da rede.

Gabriel avalia que a formalização do ensino bilíngue traz benefícios para descendentes japoneses e para a cultura local, ao ampliar o intercâmbio cultural e oferecer contato mais cedo com uma nova língua. Para ele, isso fortalece o sentimento de pertencimento entre os descendentes e pode facilitar a aprendizagem de outros idiomas no futuro.

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