Dos mais de R$ 100 milhões arrecadados mensalmente nas tarifas pela CEB, apenas 19,02% desse total são utilizados pela companhia para investimentos em infraestrutura, pessoal e serviços, revelam dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O restante é gasto essencialmente em encargos, impostos e, principalmente, na compra de energia das fornecedoras. O problema é que isso cria um círculo vicioso. Sem investimentos, a Aneel não autoriza aumento de tarifas e, sem mais recurso em caixa, a companhia não tem como fazer investimentos.
Para o Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal (Stiu-DF), por conta disso, a capital conta com um sistema elétrico que há anos é deficitário. Assim, não há disponibilidade de formas alternativas para suprir o abastecimento.
Novos métodos
Para Mauro Severino, professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB), uma forma de evitar mais apagões seria verificar junto a novos fornecedores métodos de transmissão de energia mais confiáveis. Com o sistema montado da forma atual, com poucas linhas, qualquer dano em uma delas acaba compromentendo o abastecimento de uma grande área.
A própria CEB confirma que não tem condições financeiras no momento de estabelecer padrões novos de atendimento.