Leandro Cipriano e
Soraya Sobreira
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As audiências de instrução para o julgamento do ex-professor de Direito Rendrik Vieira Rodrigues, 35 anos, que confessou ter matado a tiros, no dia 30 de setembro de 2011, a estudante Suênia Sousa Faria, 24 anos, com quem teria mantido um relacionamento amoroso, entraram madrugada a dentro, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
Por volta das 23h, a testemunha que estava sendo ouvida era a irmã de Suênia, Silene de Sousa Faria, 34 anos. Mais cinco pessoas ainda estavam na lista para depoimentos. Silene relatou como era o relacionamento da irmã com o professor. Emocionada, Silene contou que Suênia recebeu diversas ameaças do réu confesso, antes de ser assassinada. O relacionamento teria começado um tempo depois que Suênia se separou de Hélio Prado.
Nos relatos à irmã, Suênia dizia que o Rendrik era muito ciumento e o namoro não estava bom. A jovem então teria decido por se afastar do professor. Um tempo depois, ela retomou o relacionamento com Hélio. Inconformado com o fim do relacionamento, ele enviava e-mails antigos para o marido da vítima, tentando criar um desentendimento e provavelmente separar o casal.
O advogado de Rendrik, Ticiano Figueiredo, reclamou que não teve acesso a algumas provas do processo. Ele citou que uma gravação de áudio entre Suênia e uma amiga não foi apresentada a ele. “Não podemos rebater uma prova que não vimos. Isso é injusto. Queremos exercer o direito de justiça”, alegou.
Vários parentes da vítima foram ao tribunal acompanhar o julgamento. Com tristeza, eles lembraram que o suspeito circulou com o corpo de Suênia dentro do carro durante três horas, até se apresentar na 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas.
Pela manhã, antes mesmo da audiência começar, familiares e amigos da vítima se reuniram em frente ao Tribunal com faixas pedindo por justiça. Entidades dos direitos da mulher e da proteção as vítimas de violência também compareceram na manifestação.
O clamor da família por um sentença justa foi a principal reivindicação dos parentes de Suênia. “Todos os familiares estão angustiados e revoltados. Esperamos que seja feita a justiça e que ele (Rendrik) pague pelo que fez”, comentou a irmã da vítima, Silene Sousa Farias.
Apesar de estar com a saúde abalada depois da morte da filha, o aposentado Sinval Monteiro de Farias, 63 anos, também compareceu à manifestação. “Esperamos que a justiça dos homens cumpra seu dever. Não tem como ela voltar para nós, mas pelo menos podemos pedir a Deus que a decisão certa seja tomada”, disse o pai de Suênia.
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