Dificuldade em localizar os corpos enterrados e a prática de execução utilizada no crime, acenderam a suspeita de que Adimar de Jesus, assassino confesso, possa ter contado com ajuda de outras pessoas.
O dono da propriedade de quatro hectares, localizada na Estrela Dalva 5 em Luziânia, ainda não foi localizado. A polícia dará continuidade na tarde desta terça-feira (13/4) na vistoria do terreno e na busca por objetos que possam esclarecer melhor o caso, além da suspeita de mais corpos enterrados no local.
Até o momento já se sabe que as vítimas foram assassinadas com pancadas na cabeça que foram disparadas com a ajuda de enxadas, materlo e pedras.
A polícia também deu início à um processo de uma possível coligação de mais pessoas desaparecidas com o perfil das vítimas e que possam ter sido alvos do pedreiro.
A investigação trabalha com a hipótese de pelo menos mais uma vítima. Trata-se do único caso ainda em aberto de um adolescente de 15 anos desaparecido desde março deste ano.
O delegado Josemar Vaz de Oliveira, chefe do Departamento de Polícia Judiciária de Goiás, realizou um levantamento dos casos de desaparecimento desde dezembro de 2009 (quando Adimar retornou à sociedade), até o descobrimento dos assassinatos dos seis jovens em Luziânia.
No entanto, o enredo da história se diferencia por uma declaração que o garoto fez à família de que fugiria de casa. Além disso, o adolescente mora em uma região afastada do local, onde Adimar costumava atuar.
{Atualizado em 15h53}
As declarações contraditórias de Adimar de Jesus dificultam as investigações e fazem a polícia suspeitar até mesmo do real motivo do falecimento de sua esposa, que teria sido morta por envenenamento. Os investigadores sugerem a possibilidade de uma ampla investigação sobre a morte da companheira na Bahia.
A prisão temporária de cinco dias de Adimar vence amanhã. Porém, o delegado Juracy José Pereira vai renovar o pedido para 25 dias. Entretanto, antes desse período finalizar, o criminoso pode receber um inquérito final. Policiais continuam em busca de objetos e roupas das vítimas que teriam parado em lixões.