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Brasília

Caso 113 Sul: Informante diz que foi ameaçado e coagido pela polícia

Arquivo Geral

25/11/2010 7h42

Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br

 

O informante da Polícia Civil que ajudou a identificar dois dos suspeitos de participar do triplo assassinato transformou-se em uma das testemunhas do Ministério Público para apurar supostas transgressões no trabalho da polícia durante a apuração do triplo homicídio da 113 Sul. Em entrevista exclusiva ao Jornal de Brasília, o homem, que foi posto em liberdade após cumprir quase dois anos de prisão pelo crime de tráfico de drogas internacional, voltou a afirmar que foi ameaçado e coagido por investigadores da Corvida para que desmentisse sua primeira versão apresentada em depoimento na 8ª DP. Caso contrário, ele seria obrigado a voltar para o regime fechado na Papuda. O informante revelou que jamais foi alvo de qualquer tentativa de suborno e que chegou a ser grampeado pela Polícia Civil durante uma ligação que fez para a filha de Leonardo Campos em que ela conta que seu pai estava em poder de dólares e joias roubadas, após o crime cometido na casa dos Villela.

Quando foi que você prestou seu primeiro depoimento à polícia? Por quem você foi levado para a delegacia?

Foi em outubro do ano passado. Eu fui espontaneamente até a 8ª DP pelo fato de ela ficar próxima ao  Centro de Progressão Penitenciária (CPP). Fui registrar uma ocorrência de extravio e naquele momento passava uma reportagem na televisão sobre o caso. Falei com um agente que gostaria de falar com a delegada e deixei meu número de telefone. Depois entraram em contato comigo.

 

E quem colheu o seu depoimento?

 Foi o chefe de polícia. O nome dele não me recordo. Ele era alto, tinha cabelo grisalho. Tinha outras pessoas com ele. A delegada Deborah também estava, mas não foi ela que ficou à frente do depoimento.

 

E ocorreu algo de diferente neste depoimento?

Pediram para eu ligar para a filha do Leonardo. Mas antes disso instalaram algum tipo de gravador em mim para que a conversa fosse registrada. Perguntei para ela se o pai dela ainda estava com os dólares e ela disse que sim. Acho que pediram isso para ter certeza da história que eu tinha contado, sobre o meu contato com os filhos do Leonardo.

 

E o que especificamente o filho do Leonardo  disse na cadeia?

Logo três dias depois de chegar na cadeia, ele comentou que o  pai dele e um outro cara tinham cometido o crime. Ele contou detalhes, mas não me interessei. Ele achou que eu não tinha acreditado e pediu para que a irmã confirmasse tudo quando ela foi visitá-lo.

 

 

 

 

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (25) do Jornal de Brasília

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