Gabriella Bontempo
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Eles se conheceram em 2008. Pedro Soares, 26 anos, estava no último semestre do curso de Sistemas de Informação; Patrícia Morais, 24 anos, começava Pedagogia. Foi ela que, entre um olhar e outro, puxou conversa. Em uma semana, o primeiro encontro. “Quando estávamos indo embora, ele perguntou se poderia me pedir uma coisa. Eu disse sim”, conta Patrícia. O pedido foi atendido e o casal se beijou pela primeira vez.
De lá para cá, muita coisa aconteceu. A paixão se transformou em carinho e depois virou amor. Simples assim, mas com um detalhe: a surdez. Com ajuda de um aparelho, Patrícia ainda escuta 50%. Pedro, não. Entretanto, ele é um exímio leitor de lábios, consegue compreender rapidamente o que se diz. Porém, a comunicação entre os dois é por meio dos sinais feitos com as mãos e expressões faciais.
Para eles, amanhã será especial. É o dia do casamento do casal. Com uma cerimônia diferente, toda celebrada em Língua Brasileira de Sinais (Libras), o que não se vê usualmente, Patrícia e Pedro trocarão as alianças no altar. “Dos 250 convidados, 90 são surdos. A escolha foi feita porque essa é a nossa língua e nos sentiremos mais à vontade numa cerimônia feita assim”, explica a noiva.
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