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Brasília

Casal aventureiro viaja para semear o bem

Arquivo Geral

06/11/2013 7h22

A vida é uma viagem. Esse é o nome da atual expedição de Eduardo e Iara Xavier, os Caçadores De Bons Exemplos, que agora passa por Brasília. Desde janeiro de 2011 eles viajam pelo Brasil em busca de iniciativas positivas, que possam inspirar outras pessoas a contribuir com suas comunidades.

 

A chegada à capital foi no último domingo, mas a peregrinação pelos projetos sociais do Distrito Federal só começou, de fato, nessa segunda-feira. Eles já visitaram a creche comunitária Anjo da Guarda, em São Sebastião; o Instituto Vida Positiva, que presta assistência a portadores do vírus HIV, na Asa Sul; e, ontem pela manhã, o Lar da Criança Padre Cícero, em Taguatinga; e a Abrace, no Guará. O casal ainda não sabe quanto tempo vai ficar na cidade e diz não ter um tempo determinado para passar em cada localidade. Tudo depende da quantidade de projetos que têm para conhecer.

 

Eduardo, 45 anos, e Iara, 33, são casados. Naturais de Minas Gerais, eles eram administradores de empresas antes de resolver largar tudo e viajar pelo Brasil em busca de bons exemplos. Desde então já passaram por 21 estados e o Distrito Federal.

 

Site

 

Eles possuem uma site na internet (www.cacadoresdebonsexemplos.com.br) e uma página em uma rede social que conta sua história, vivências e por onde recebem sugestões de locais para visitar. Há 26 mil internautas conectados aos caçadores. Pessoas que o casal conhece durante sua jornada também sugerem projetos. Só em Brasília já foram recebidas 16 propostas.

 

Após visitar uma instituição, postam fotos e vídeos no site e nas redes sociais, a fim de compartilhar a experiência, tornar os projetos públicos e incentivar outras pessoas a praticarem o bem. Sua maior motivação  é inspirar as gerações futuras, por meio de suas atitudes.

 

Para tornar o sonho possível, os aventureiros venderam um imóvel e usaram a quantia de uma reserva financeira para comprar um carro e cobrir os custos durante a expedição, que vai até 2015. Eles não têm patrocínio e vínculo político ou religioso com instituições. A ajuda vem de voluntários. E o casal ressalta que precisa de doações, mas não de qualquer tipo. “Decidimos que não abriríamos uma conta corrente para receber ajuda em espécie. Não queremos dinheiro, seria incoerente. Queremos que as pessoas contribuam com o que elas têm de melhor, com o que sabem fazer”, diz Iara.

 

Um bom “causo” em cada canto

 

Eduardo conta que já houve episódios surpreendentes, como a vez em que estavam em uma estrada na Bahia e um rapaz os seguiu. “O jovem estava atrás de nós na rodovia. Acessou o site que fica estampado no carro, se informou sobre o projeto e quando chegamos à cidade mais próxima nos parou e ofereceu abrigo em sua casa. Incrível!”

 

Quando eles não recebem convites para se hospedar em casa ou hotel dormem no próprio carro. O veículo é adaptado e possui uma geladeira e uma tenda embutida, que aberta vira uma casa. Eles estão sendo bem recebidos em Brasília. “Estamos na casa de um amigo e adorando. As pessoas se mostraram muito hospitaleiras”, comenta Iara.

 

Goiás

 

Daqui, o casal deve ir para Anápolis e Goiânia. Eles sentem falta de casa, mas contam que as recompensas emocionais e espirituais diárias compensam. “Não perdemos o vínculo afetivo. Voltamos para Minas para visitar familiares e amigos em datas comemorativas”, afirmam. O sonho é escrever um livro sobre a missão e distribuí-lo em escolas públicas de todo o Brasil.

 

E o futuro? “Paramos de pensar no futuro. Não sabemos o que vamos fazer amanhã. Vivemos um dia de cada vez”, respondem.

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