Vinícius Borba
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Somente nos primeiros três meses deste ano, 115 mulheres sob ameaça de morte foram levadas para a Casa Abrigo no DF, instituição responsável por acolher vítimas de violência. O número já representa 42% da quantidade de atendimentos de todo o ano passado, quando 271 mulheres e filhos foram abrigados na casa.
Essa é uma das formas de amparo a mulheres vítimas de violência doméstica. Além disso, existem as medidas protetivas, ordens judiciais para que os autores dos crimes mantenham distância das vítimas. No entanto, a Justiça não possui mecanismos de fiscalizar o cumprimento da ação e, em muitos casos, a decisão é ignorada. Na semana passada, duas mulheres beneficiadas pelas medidas protetivas foram assassinadas na capital.
Autoridades da área reafirmam a importância da denúncia e da necessidade da participação da família para amparar as vítimas. Deixar para trás ditados populares como “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” pode ser o primeiro passo para o fim de uma cultura de violência.
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