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Brasília

Carroças fora da lei circulam pelas ruas de Taguatinga

Arquivo Geral

14/09/2010 8h17

 

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Carroças circulando livremente em vias movimentadas de Taguatinga, sem placa de identificação, fraldão para os cavalos ou qualquer outro equipamento exigido pelo Governo do Distrito Federal (GDF). A cena é comum, mesmo após pouco mais de quatro anos da publicação do Decreto 27.122 do GDF, que determina regras para o trânsito de veículos de tração animal.

 

Segundo o gerente de Parques e Jardins da Administração Regional de Taguatinga, Samir Bjauje, o programa de adequação dos carroceiros ao decreto está suspenso desde a mudança de governador, em 2009. “A Coordenadoria das Cidades é responsável pelo programa e descentraliza as atividades às administrações. Eles estão tentando recomeçar, mas acredito que até o fim desse governo não vão conseguir. Deve ficar para o próximo”, opina.

 

Antes da suspensão, de acordo com Samir, os trabalhadores informavam seus dados à administração, esta repassava à Coodenadoria das Cidades, que acionava o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). O Detran, por sua vez, marcava com a administração a melhor data para emplacamento dos veículos de tração animal. A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), vacinava os animais, verificava seu estado de saúde e a capacidade de trabalho e implantava chipes de identificação nos cavalos. Para poderem circular, os animais ainda precisavam estar com coletor de excrementos – os fraldões – e os veículos deveriam ter dispositivos retrorefletivos (olhos de gato) nas partes dianteira, traseira e laterais. 

 

Em 2008, cerca de 80 carroceiros já tinham regularizado sua situação. O gerente, no entanto, não sabe informar quantos profissionais trabalham na cidade sem autorização. “Os carroceiros não procuram a Administração. Sugeri que a Coodenadoria fizesse uma campanha na televisão para convocá-los a se regularizarem, mas o programa não voltou a funcionar ainda, não adiantaria nada”, constata o gerente. 

 

A reportagem do Jornal de Brasília tentou contato com o Detran DF e com a Coordenadoria de Cidades para saber sobre as operações de fiscalização e andamento do programa de cadastramento de carroceiros, mas os responsáveis não responderam até o fechamento da edição.

 

Leia mais na edição desta terça-feira (14) do Jornal de Brasília.

 

 

 

 

 

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