Francisco Dutra
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Começou a contagem regressiva para a falta de sepulturas no Distrito Federal. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma), a vida útil dos atuais cemitérios começará a se esgotar nos próximos oito anos. Pode parecer que ainda falta muito tempo, mas o processo de estudo, aprovação, licitação e construção dos novos locais é muito moroso, podendo se estender facilmente por mais de cinco anos, antes mesmo do começo das obras.
Sabendo da urgência, o Grupo de Trabalho Necrópoles, composto pela Seduma, Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e as Secretarias de Desenvolvimento Social e de Saúde, realizou um estudo apontando 12 áreas onde podem ser construídos novos cemitérios (confira ao lado). Os locais serão agora submetidos a um estudo geotécnico para avaliar a composição do solo, a permeabilidade do mesmo e se a construção de um cemitério poderá comprometer os lençóis freáticos da região.
Segundo a coordenadora do Grupo de Trabalho Necrópoles, Maria Suely Queiroz Vieira, as novas unidades serão colocadas em licitação. A ideia é estimular a concorrência no setor. Atualmente, apenas a empresa Campo da Esperança administra os cemitérios do DF. De acordo com Maria Suely, um número maior de empresas geraria uma competição natural, com oferta de melhores serviços e menores preços. “Esperamos que destas 12 áreas, pelo menos seis se transformem em novos cemitérios. Conseguindo isso, já vamos conseguir resolver o problema para os próximos anos. Escolhemos essas áreas pensando na população mais humilde do DF. Queremos distribuir a oferta de túmulos, para que não precisem se deslocar muito para visitar os jazigos de parentes e amigos”, explica Maria Suely.
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