Cristina Sena
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Enfim, em casa. Ireni, Iraílde e Eliete receberam alta hospitalar na tarde de ontem, um dia após realizarem reconstrução de mama. O momento foi de descanso após uma noite mal dormida, em função do procedimento cirúrgico. Com a autoestima mais elevada, elas relembram todo o tratamento e a ajuda que tiveram para superar o câncer.
As três estão entre as 61 beneficiadas pelo mutirão de reconstrução de mama, uma parceria da Secretaria de Saúde do DF com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica no DF. Mas nem todas conseguem vencer a batalha. Entre 1999 e 2008, o número de casos da doença aumentou 45%. Em 2008, quase 12 mil mulheres foram diagnosticadas com o tipo de câncer que mais causa mortes entre as mulheres. No DF, a previsão para este ano, segundo a Secretaria de Saúde, é que surjam 680 casos.
apoio total
O corredor da ala de mastologia do Hospital de Base costuma ficar cheio. Com exames nas mãos, algumas mulheres aguardam o que acreditam ser uma sentença de morte. Outras, não menos aflitas, esperam para marcar a cirurgia de mastectomia. Entre olhares tristes e choros contidos, um grupo de mulheres faz toda a diferença. Elas acolhem, aconselham, orientam. Deixam claro que o câncer de mama pode ser superado. São as voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília. Na sede, dentro do próprio hospital, foram criados os 15 projetos, com o objetivo de dar alegria e suporte para as pacientes.
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