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Brasília

Canal especial vai orientar viajantes com sintomas de febre maculosa

“Precisamos ampliar o nosso foco para todas as pessoas que estiveram naquela região”, explica

Redação Jornal de Brasília

15/06/2023 21h59

Imagem: Reprodução/Web

Desde hoje (15), o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Federal (Cievs-DF) disponibilizou dois canais de atendimento 24 horas para receber informações e orientar a respeito de possíveis casos de febre maculosa no Distrito Federal. O contato é exclusivo para viajantes que estiveram nos últimos 15 dias em áreas com transmissão da doença e apresentem sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, mal-estar generalizado, náuseas e vômitos.

O diretor de Vigilância Epidemiológica do DF, Fabiano dos Anjos, explica que a Secretaria de Saúde vai realizar um monitoramento amplo, indo além do evento em Campinas (SP), onde  pessoas contraíram a doença e morreram. “Precisamos ampliar o nosso foco para todas as pessoas que estiveram naquela região”, explica. Ele lembra que procedimento semelhante foi adotado, por exemplo, quando ocorreu a chegada da MPox (doença inicialmente chamada de “Varíola dos Macacos” e posteriormente de Monkeypox) e de variantes da covid-19.

Nenhum caso no DF

Não há nenhum registro de casos confirmados nem suspeitos no DF. Ainda assim, a Secretaria de Saúde orientou os servidores dos hospitais e das unidades básicas de saúde a respeito do acolhimento a pessoas com suspeita da doença. Será realizado o teste diagnóstico e, dependendo dos sintomas, o tratamento será iniciado imediatamente. O sinal clínico mais importante da febre maculosa são as manchas vermelhas na pele, que aparecem geralmente entre o 3º e 5º dia após o início dos sintomas.

“O Distrito Federal não é uma área endêmica das doenças transmitidas pelo carrapato”, afirma o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero. Não há casos registrados de óbitos por febre maculosa no DF há 20 anos.

A doença não é transmitida de pessoa para pessoa. A bactéria R. rickettsii é propagada aos humanos e aos animais apenas por meio da picada do carrapato-estrela ou micuim, nomes populares da espécie Amblyomma cajennense. Esses parasitas podem viver sobre a pele de cães, bois, gambás, coelhos, cavalos e capivaras, dentre outros animais.

Serviço
Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Federal (CIEVS-DF)
– (61) 99221-9439 e (61) 99145-6114
– [email protected]

*Com informações da Agência Brasília

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