Vinícius Borba
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Há pelo menos seis anos, a Polícia Civil mantém um serviço informatizado de telefonia para denúncias de crimes, o Disque Denúncia 197. Mesmo com a eficiência do sistema, que registrou aumento no número de denúncias de 40 para 55 diariamente, atento ao perfil humilde e desconfiado da comunidade onde atua, um delegado de Ceilândia criou outra ferramenta bem mais simples, distante dos telefones, computadores e tecnologia. Uma caixa de denúncias, tipo urna, colocada na porta da 24ª Delegacia de Polícia (P-Norte), já levou pelo menos 40 traficantes e 23 suspeitos de venda ilegal de gás na cidade para a cadeia.
Em janeiro deste ano, o delegado-chefe da 24ª Delegacia de Polícia, Hailton Cunha, decidiu implementar uma inovação simples, mas que se mostrou muito eficaz para o diálogo com a comunidade. Com poucos recursos, ele produziu e afixou, na parede frontal da 24ª DP a caixa de denúncias. “Aqui, a pessoa não fica receosa de se comunicar. Temos o telefone 197, que nos traz muita informação importante para investigação, mas tem gente que tem medo, não liga. Pela caixinha não. Tem pessoas que enviam informação em qualquer horário do dia e da noite, com ricos detalhes. Mapas, e informações preciosas já nos levaram a esclarecer muitos casos complicados, que, sem apoio da população, talvez ficassem sem solução”, diz o delegado. A delegacia recebe ali, semanalmente, segundo Cunha, até 30 bilhetes, cartas e denúncias produzidas às vezes manualmente.
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