A Secretária de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) tem obtido muitas conquistas no enfrentamento do HIV/Aids ao longo dos anos. O surgimento dos antirretrovirais (o conhecido “coquetel”), que se incorporaram ao tratamento a partir de 1996, mudou drasticamente o cenário, principalmente no que se refere à mortalidade.
De acordo com o gerente da Gerência de Doenças Sexualmente Transmissíveis (GEDST), Sérgio Dávila, a incorporação desses medicamentos reduziu as taxas de óbitos no DF. “A sua utilização no tratamento, oferecido pelos Serviços de Referência da SES-DF, reduziu a taxa de 11,6 mortes por 100 mil habitantes (em 1996) para 4,2 mortes por 100 mil habitantes em 2012”, afirma.
Os tratamentos disponíveis na SES-DF estão cada vez mais eficientes e garantindo qualidade de vida às pessoas que vivem com HIV/Aids. A oferta de testagem, principalmente com a utilização dos testes rápidos, aumenta a capacidade de realizar diagnóstico precoce, com menos prejuízo à saúde do portador do HIV ou do doente de Aids.
“No entanto, a Aids continua sendo uma doença grave e portanto devem ser mantidos e ampliados os esforços na redução de sua transmissão, pois ainda surgem por ano cerca de 500 casos novos no DF”, afirma o gerente da GEDST. Segundo dados da SES-DF, ainda morrem mais de 100 pessoas por ano em decorrência da Aids.
De acordo com Sérgio, para reduzir estes índices é preciso melhorar continuamente os serviços de saúde, ampliar a oferta de testagem para o HIV e o tratamento das outras doenças sexualmente transmissíveis na rede básica e distribuir preservativos masculinos e femininos para adoção de práticas sexuais mais seguras.
”Tudo isso devem ser mantido em nossa agenda de prioridades, mas algo ainda permanece e deve ser combatido: o preconceito em relação à Aids e à sexualidade humana, que leva à discriminação, pela sociedade em geral, de diversos segmentos da população, tais como homosexuais, usuários de drogas, profissionais do sexo e, principalmente, os que vivem com Aids, colocando-os numa permanente condição de vulnerabilidade que afeta a sua saúde e de toda a população”, explica.
Números
Dentre os casos de Aids diagnosticados no Brasil, o DF ocupa o 25º lugar dentre as capitais brasileiras, com um coeficiente de incidência média de 18 casos por 100.000 habitantes, nos últimos 5 anos. Desde a identificação do primeiro caso de aids, em 1985, até agosto de 2013, já foram notificados 8.803 casos da doença. Em 2012 a incidência foi de 19,9 casos por 100.000 habitantes, com 527 casos notificados.
No período de 2007 a 2012, em média, foram diagnosticados anualmente 110 casos de aids em pessoas residentes em outros estados brasileiros, principalmente do Estado de Goiás. Muitas destas pessoas acabam por receber tratamento no DF.