Leandro Cipriano
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O Distrito Federal produz a maior quantidade de lixo por habitante do País, chegando à impressionante marca de 1.599 quilos diários por pessoa. Dar uma destinação adequada a esses resíduos ainda é um grave problema enfrentado pelo governo. Mais de 66% do lixo coletado diariamente no DF têm destinação em áreas impróprias. Locais de transbordo irregular, e principalmente o Lixão da Estrutural, são os pontos mais críticos, onde os resíduos não deveriam mais ser jogados.
Os dados são da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Segundo o diretor-executivo da entidade, Carlos Silva Filho, a única forma ambientalmente correta de descarregar esses resíduos seria em um aterro sanitário, que o Distrito Federal ainda não possui.
“Esse tipo de aterro já é construído com base nos princípios de proteção ambiental, necessários para garantir uma adequação melhor aos resíduos. Segue diversas normas estruturais justamente para proteger o meio ambiente, diferente dos lixões e aterros controlados”, pontuou Filho.
Atualmente, o DF conta apenas com o Lixão da Estrutural – prejudicial ao meio ambiente e incapaz de receber mais resíduos por muito tempo – e duas usinas de tratamento e compostagem de resíduos do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), onde são separados os materiais destinados à reciclagem.