Da Redação
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Lançado com o intuito de divulgar informações sobre crianças e adolescentes desaparecidos de todos os estados e do Distrito Federal, a fim de ajudar nas buscas de familiares, o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), criado há um ano e oito meses pelo Ministério da Justiça, ainda não funciona de forma eficaz. As informações da página do programa estão desatualizadas, o que dificulta o processo de reconhecimento das pessoas sumidas.
No primeiro acesso ao site, dados da estatística mostram números bastante defasados. Em 11 anos, de 2000 a outubro de 2011, a página do cadastro divulga 37 crianças e adolescentes desaparecidos em todo o Distrito Federal. A informação se mostra contraditória, já que ao lado do número é publicado que 262 pessoas foram encontradas no DF em relação ao mesmo período.
Em uma tentativa de pesquisa feita pela equipe de reportagem, as informações se mostram ainda mais divergentes. Segundo o site, de janeiro a outubro deste ano nenhum adolescente ou criança sumiu de casa no DF. Já em todo o período de 2010, de janeiro a dezembro, o resultado dos desaparecimentos também foi nulo.
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