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Brasília

Burocracia castiga infectados pelo HIV

Arquivo Geral

05/12/2010 10h56

 

 

Cristina Sena

cristina.sena@jornaldebrasilia.com.br

 

Mesmo com repasse, somente este ano, de mais de R$ 1,6 milhão do Ministério da Saúde para promoção, prevenção e proteção contra a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), faltaram remédios e leitos de internação para crianças portadoras de HIV em 2010. Desde 2003, a Secretaria de Saúde do DF (SES) recebeu quase R$ 10 milhões do Programa Nacional de DST e Aids, para custeio  do Plano de Ações e Metas (PAM). Desse total, R$ 5,5 milhões estão parados em uma conta bancária. Cada unidade da federação tem liberdade para elaborar o próprio plano, de acordo com as necessidades locais. As parcelas são depositadas trimestralmente.   

 

A razão, de acordo com a gerente de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)/Aids da SES, Diva Castelo Branco, é a lentidão na tramitação de processos e realização de licitações. “Os processos não caminham. Ficam tramitando na Secretaria (de Saúde), na Secretaria de Fazenda. Todas as áreas são prejudicadas com isso”, relata. 

 

Enquanto o dinheiro está à espera de utilização, o índice de infectados por HIV no DF mantém-se entre médio e alto, segundo a gerente. De acordo com levantamento da SE, 160  novos casos surgiram este este ano. Em todo o ano de 2009, foram 318 ocorrências. Desde 1985, quando foi feito o primeiro registro no DF, surgiram 6.738 soropositivos.

 Para o presidente da ONG Arco-Íris, Antonio Lisboa, falta vontade política para que todas as metas estabelecidas no PAM sejam realmente cumpridas. “A Gerência tem boa vontade e propostas, mas como a Aids não é prioridade, o dinheiro vira superavit de caixa”, afirma.

 

Leia a matéria completa na edição deste domingo (5) do Jornal de Brasília

 

 

 

 

 

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