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Brasília

Buracos nas cercas são exemplo de que fugir do Caje não é tão complicado

Arquivo Geral

03/07/2012 7h12

Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br

 

Não são apenas os quadros deficitários, a superlotação e  a crescente violência entre adolescentes que levam o sistema de aplicação de medidas socioeducativas do Distrito Federal a se tornar um barril de pólvora prestes a explodir. Literalmente caindo aos pedaços, a Unidade de Internação do Plano (UIPP), o antigo Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje), tem um de seus pontos mais vulneráveis nos fundos da unidade.

 

Flagrantes feitos pela reportagem do Jornal de Brasília mostram que novas fugas podem ocorrer, se depender das “terezas” – espécie de corda improvisada com lençóis – jogadas sobre os arames farpados que protegem o topo das cercas do antigo Caje. Mais grave ainda são os buracos nos alambrados. Algumas das aberturas possuem pelo menos um metro de diâmetro, facilitando ainda mais possíveis fugas.

 

 

Além da corda improvisada com os lençóis e os buracos encontrados nas grades, o portão de ferro que  fica nos fundos da unidade também está em péssimo estado de conservação. A ferrugem corroeu tanto o metal que diversos buracos foram abertos. Caso seja forçada, a porta seria facilmente derrubada.

 

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Agentes de Reintegração Social (Sind-ATRS), Cristiano Torres, a UIPP apresenta as piores condições entre todas as unidades de internação do DF. “Esses flagrantes são apenas uma pequena amostra da dificuldade do sistema. Dentro da unidade também existem pontos vulneráveis que podem colocar em risco a vida dos adolescentes e dos servidores”, diz

 

A secretária da Criança, Rejane Pitanga, afirma que a UIPP é a única unidade que sofre com superlotação, pois vive um problema histórico de deterioração. “Tomamos uma atitude importante que é transferir cerca de 20 meninas que ficavam no antigo Caje e que vão para a unidade do Recanto das Emas. Vamos tomar providências em parceria com a Vara da Infância e o Ministério Público para desafogar o sistema nos próximos dias”, assegura.

 

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