O caso do rapaz que aparentemente fazia a própria namorada refém na tarde deste domingo, na 408 Sul, em Brasília, no Bloco R, foi, segundo a polícia, uma briga de casal levada a consequências mais sérias. Ninguém saiu ferido – a não ser pelo próprio autor do tumulto, que teria sofrido intoxicação pelo abuso de medicamentos –, mas o bate-boca mobilizou um forte esquema policial, com atiradores de elite, Bope e negociador de sequestro para controlar a situação, afinal ele estava em posse de uma carabina calibre 38 e teria dado um tiro para o alto.
Mesmo com os esclarecimentos da namorada à polícia, dizendo que ele não havia a ameaçado de morte, o suspeito foi autuado por cárcere privado da vítima.
Tudo começou por volta das 14h, quando, sem saber exatamente o que ocorria, os vizinhos logo acionaram a polícia para evitar uma possível tragédia. O rapaz chegou a cortar o cabelo e as roupas da namorada, pois teria descoberto sua traição. Ele já tinha passagem na polícia por agressão, e testemunhas confirmaram que o casal brigava muito. Uma moradora, que preferiu não se identificar, diz ter ouviu a namorada do rapaz pedir socorro no início da tarde. Outro morador escreveu anonimamente a este site testemunhando: “Ele estava espancando a Fernanda, noiva dele! Ela estava aos berros, pedindo socorro, aí chamamos a polícia!”
O rapaz seria filho de um advogado, e a arma pertenceria ao seu pai, que estava no local cooperando com a polícia no esforço para convencê-lo a se entregar. O acusado de cometer o crime foi preso em flagrante e encaminhado para a 1ª DP (Asa Sul), mas logo depois ele teria sido levado para o hospital, por ter passado mal após a ingestão de muitos comprimidos para pressão alta, segundo o pai do acusado. A namorada foi levada para o Hospital da Asa Norte (Hran), por precaução, e depois foi para a 1ª DP prestar depoimento.
Outra versão contada por testemunhas era de que ele estaria tentando o suicídio e a namorada tentava impedi-lo. Mas a polícia não confirmou esta história.