Da Redação, com agências
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A ação fria e cruel do professor Rendrik Vieira Rodrigues, que disparou quatro vezes contra sua aluna Suênia, com quem teve um rápido relacionamento, trouxe de volta as discussões sobre crimes passionais e a pergunta: as mulheres realmente estão amparadas pela legislação? Em vigência desde setembro de 2006, a Lei Maria da Penha, criada para inibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, é hoje o principal instrumento de proteção do sexo feminino.
Dados do Tribunal de Justiça do Distrito Federal mostram que muitas brasilienses já aprenderam o caminho da proteção e decidiram quebrar o silêncio e o medo de enfrentar seus companheiros com o apoio da lei.
Não é à toa que nesses cinco anos, a Justiça local recebeu cerca de 35 mil autos (inquéritos e termos circunstanciados), enviados por delegacias de polícia, e apreciou mais de 40 mil pedidos de medidas protetivas. Se por um lado os números mostram que muitas mulheres ainda sofrem com o jogo masculino, por outro, representam um quadro de mudança na postura delas que decidiram não mais se calar.
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