Carlos Carone
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Ao mesmo tempo que o tráfico de drogas ganha contornos de epidemia no Distrito Federal, o número de prisões feitas pelas polícias Militar e Civil acompanham o mesmo ritmo. Nos dez primeiros meses deste ano, 21.133 suspeitos foram detidos, o que representa três a cada hora.
O volume de prisões daria para lotar, por exemplo, o Ginásio Nilson Nelson. Com isso, a consequência é a superlotação das prisões.
Disparado, o envolvimento com o tráfico e consumo de drogas no DF é responsável pela maioria das prisões realizadas pelas duas corporações. Ao todo, 30,4% dos suspeitos foram levados para alguma das delegacias da cidade por crimes como tráfico, uso ou porte de drogas.
Especificamente, 2.606 traficantes foram presos entre janeiro e o último dia 24. Já os usuários de drogas foram alvo de 3.838 prisões.
A diretora-geral da Polícia Civil, delegada Mailine Alvarenga explica que uma série de ações são desencadeadas para reduzir o índice de criminalidade em todas as cidades do DF. “Trabalhamos de forma ininterrupta para prender, também, pessoas que já estão com processos transitados em julgados”, afirmou.
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