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Brasília

Brasília já possui ”parto humanizado” mas procura ainda é pequena

Arquivo Geral

14/11/2010 14h14

 

Do Clicabrasília

i.clica@clicabrasilia.com.br

 

Dar à luz de uma forma mais tranqüila e confortável é o sonho de toda mãe. No Brasil, essa possibilidade começa a ganhar simpatia dos médicos, que apostam cada vez mais no “parto humanizado”. O procedimento é parecido com o parto normal, mas com algumas melhorias para ajudar o processo de nascimento do bebê e facilitar a recuperação da gestante. Brasília  já oferece essa prática realizada com o mínimo de intervenções médicas.

 

No procedimento, recomendado para gestantes que não tenham uma gravidez de alto risco, a mãe é a responsável pelo parto.  Ela não recebe nenhum tipo de medicamento para induzir ou acelerar o nascimento da criança. O médico apenas acompanha, orienta e ajuda a conduzir o bebê a sair do ventre da mãe de uma forma natural.

 

O parto humanizado pode acontecer de várias formas: na água, de cócoras, em pé, no chuveiro ou deitado. Cabe a gestante optar pelo método que lhe deixe mais a vontade. Segundo a obstetra Ana Carolina Samaan Werlang, todo parto sem risco deveria ser feito desta forma. “No Brasil é mais comum usarmos o método cirúrgico. É uma cultura das mães brasileiras. Cerca de 90% dos procedimentos que faço são cesarianas e na maioria das vezes por opção da mãe. Isso tem que mudar, pois o parto humanizado é mais saudável para a paciente e o bebê. O pai também pode participar ativamente do processo, deixando a mãe mais confortável, diferente do método cirúrgico”, explica. 

 

Um dos diferenciais do parto humanizado é a possibilidade de ser realizado em um quarto adequado no hospital ou até mesmo em casa. É necessária uma preparação da gestante para ela adquirir a segurança no período do pré-natal, no qual é fundamental o apoio e atenção do médico. “As consultas devem ser mensais e com pelo menos com uma hora de duração, com exercícios para relaxamento, o que ajuda a criar um vínculo entre a paciente e o obstetra”, afirma Ana. 

 

Na capital federal, o serviço de parto humanizado é oferecido no Hospital Daher, localizado no Lago Sul. No local, existem quartos especiais para acolher as pacientes. Nele é possível encontrar barras para o parto de cócoras ou em pé. Se a mãe optar em realizar o parto na água, um quarto com banheira é disponibilizado. No procedimento, a paciente fica sentada dentro da água morna, em torno de 37º graus, temperatura que deixa o corpo mais relaxado. “O bebê dentro da barriga da mãe fica no líquido amniótico. Com esse método, a criança não sofre o choque de transferência de ambiente diretamente, pois ela passa por uma transição bem rápida dentro da água, o que é mais saudável. Outra vantagem é que a mãe apresenta uma recuperação bastante rápida” explica a médica.

 

O procedimento ainda não é muito conhecido pelas gestantes. A estudante Anna Luiza Bonfim, 20 anos, disse que já tinha ouvido falar do método, mas nunca se interessou por ser pouco conhecido pelos médicos de Brasília. “Tive meu primeiro filho com 17 anos, não tive dilatação e o médico optou por fazer cesariana. A recuperação é um pouco demorada e dói um pouco, gostaria de ter feito outro método”, afirma.

 

 

Saiba mais

A primeira cesariana em que mãe e filho sobreviveram só foi realizada em 1794, nos Estados Unidos. Na década de 40, a cesariana tornou-se uma cirurgia utilizada com sucesso em partos de alto risco. Atualmente, ela é tão comum que médicos e organizações de saúde estão preocupados com a substituição do parto normal pela operação cirúrgica.

 

Nos EUA, 25% dos partos são realizados por cesariana.  segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, esse número chega a 43% no setor público e no privado. A chance de a mãe morrer durante uma cesariana é de 20 para cada 100 mil, sendo um número bem superior a do parto normal.

 

A modelo internacional Gisele Bündchen teve seu filho em casa, na água. Segundo a  modelo, ela se sentiu relaxada e o parto  aconteceu de uma forma maravilhosa.

 

 

Vantagens do Parto Humanizado

–  Menor taxa de infecção

– Recuperação acelerada

– Menor chance de ocorrer complicações respiratórias

– O bebê que faz o parto, a mãe só faz a força necessária, se adaptando naturalmente

– Ambiente mais confortável

– O pai pode participar ativamente do processo

 

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