Pedro Wolff
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Moscas e besouros são considerados repugnantes e insignificantes, porém para a ciência forense eles podem fazer a diferença na elucidação de um crime violento. Trata-se da entomologia forense ou ciência dos insetos aplicados na solução de crimes. A fórmula é simples, dada a demora no tempo de localização de um corpo, o que prejudica o trabalho da perícia em precisar o momento da morte. A solução é recolher larvas e exemplares de moscas e besouros adultos, para que a partir da observação de seu ciclo de vida, saber o momento que o corpo foi morto.
A entomologia pode ser determinante também para provar que um corpo foi morto em um local e desovado em outro, a partir da comparação dos insetos por habitat.
Brasília é referência no País nessa ciência, e a frente desses estudos está o professor José Roberto Pujol Luz, do Centro Regional de Entomologia Forense do Distrito Federal (Cref-DF) que fica na Universidade de Brasília (UnB). Ele explica que seu trabalho é receber larvas enviadas por peritos da Polícia Civil, criá-las até a fase adulta, identificá-las e a partir da análise de seu ciclo de vida determinar o tempo da morte de uma pessoa.
Ele está com a responsabilidade de criar a primeira faculdade de Ciências Forenses da América Latina, com um recurso de R$ 8 milhões do Ministério da Justiça e de formar técnicos pelo País sobre essa especialização. Em seu laboratório, onde há provas de crimes enviadas pelas polícias Federal e Civil do DF, muitos em segredo de Justiça, a reportagem do Jornal de Brasília observou falhas na segurança.
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