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Brasília Ambiental lança plataforma de compartilhamento de dados

Objetivo é manter a transparência e inovar o monitoramento de dados ambientais

Foto: Agência Brasil

Elisa Costa
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Na Semana do Cerrado 2021, o Instituto Brasília Ambiental lança o “Observatório da Natureza e Desempenho Ambiental (Onda)”, uma plataforma desenvolvida pela Unidade de Tecnologia e Gestão da Informação Ambiental (Ugin) que será apresentada em uma live de lançamento que acontece hoje (15), às 10hrs, no canal da pasta no YouTube.

O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) é um órgão vinculado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), que adota diversos programas de monitoramento de parques, fauna, flora, conservação e fiscalização de nascentes e de áreas degradadas ou contaminadas.

Na campanha do Junho Verde, que começou no dia 7 do mesmo mês, o Brasília Ambiental citou o uso de tecnologias para inovação na fiscalização e gestão ambiental em outro evento online que fazia parte de um webinário, com o tema “A tecnologia a serviço do Meio Ambiente do Distrito Federal”. Também foi citado sobre o Onda DF, que se encontrava em fase de conclusão, com a proposta de um compartilhamento dinâmico de dados e transparência para a população.

A plataforma lançada hoje tem o objetivo de manter a transparência e inovar a forma de consolidação de dados de monitoramento da geoinformação ambiental no Distrito Federal. A ferramenta une informações e produções de fontes primárias e secundárias de interesse para análise de temas como licenciamento, fiscalização, monitoramento, unidades de conservação e até mesmo educação ambiental.

Será possível realizar a integração, consulta, criação e inserção de dados e documentos, bem como a visualização de mapas e gráficos interativos, painéis de monitoramento geoestatístico, imagens de drones e de satélites. Os dados no Onda também poderão ser usados em outras plataformas de monitoramento como o Sistema Distrital de Informações Ambientais (Sisdia) e o Geoportal DF. A chefe da Ugin, Tatiana Correia, chegou a reiterar a praticidade do projeto e explicou que cada unidade poderá inserir dados técnicos sobre sua área de atuação, compartilhando informações de maneira interativa em um só lugar.

A bióloga brasiliense, Ludmilla Aguiar, é professora na Universidade de Brasília (UnB) e acredita que a proposta pode beneficiar os profissionais da área ambiental: “A ideia é bem-vinda. Quanto mais acesso às informações sobre o meio ambiente no DF e de suas áreas protegidas, melhor é para os usuários (especialistas ou não), porque desta forma ficaremos mais atentos a certos temas e saberemos como agir”, explicou. Ludmilla contou que uma preocupação comum dos profissionais de sua área é exatamente o acesso a dados confiáveis, com a informação de quem os processou, se possui restrição de uso, datas, entre outros aspectos.

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A bióloga afirmou que mesmo em tempos de pandemia, onde muitas pessoas estão reclusas em casa, é necessário ter cuidado e consciência ambiental: “É preciso tomar cuidado com o lixo que vem sendo produzido pelo aumento de serviços de entrega e encomendas, por exemplo. Devido a superlotação das unidades de saúde, o lixo hospitalar deve ser descartado com mais cautela também. Acredito que cidades modernas devem desenvolver métodos mais apropriados de como reaproveitar, reciclar e descartar o que não for necessário nesse montante, ajudando assim o meio ambiente e evitando problemas sanitários posteriores”.

De acordo com Ludmilla, a pandemia é uma oportunidade para entendermos que o nosso futuro depende da natureza e a natureza sobreviverá nas cidades, com o aumento da urbanização. Ela contou que para uma proteção e fiscalização ambiental constante e consciente no DF, é necessária uma educação de qualidade e sistemas de estímulo positivos das ações corretas. Para ela, também “é necessário o planejamento de cidades mais amigas da natureza, para nosso próprio bem”.

Outra alternativa

Atualmente, é disponibilizado pela Biblioteca Brasília Ambiental, um acervo público composto por livro, folhetos, cartilhas, cartazes, estudos, relatórios técnicos, material gráfico e audiovisual, entre outros conteúdos. A biblioteca tem o objetivo de preservar a memória ambiental no âmbito do Distrito Federal, reunir a produção do Instituto e de outros órgãos que o antecederam e democratizar a informação para a sociedade.

Localizada na SEPN 511, bloco C, o local permanece fechado por conta das medidas preventivas ao Covid-19, porém o atendimento ao público continua sendo feito de forma virtual pelo e-mail [email protected] e o acervo bibliográfico está disponível no endereço: http://sophia.ibram.df.gov.br/sophia_web/.

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