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Brasília

Bons hábitos alimentares na escola

Arquivo Geral

03/09/2013 7h45

No Centro de Ensino Fundamental 2 da Estrutural, frutas e verduras não são opcionais. Todos os dias, as crianças fazem refeições balanceadas e, na sala de aula, aprendem a importância de uma vida saudável. A escola não é a única. A preocupação com os bons hábitos  chega  cada vez mais às escolas públicas e particulares em todo o País. A fase escolar é importante, segundo o Ministério da Saúde, pois os hábitos adquiridos na infância e na adolescência são levados para a vida adulta.

 

No Brasil, segundo pesquisa divulgada pelo ministério, 51% da população acima de 18 anos está acima do peso ideal.  Entre as crianças, o sobrepeso atinge 34,8% da faixa entre 5 e 9 anos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

“Trabalhar com as crianças é o ponto chave. Na infância, a gente trabalha a educação e não a reeducação, como na fase adulta”, diz Kênia   Baiocchi,  professora de Nutrição da UnB. Ela lembra que a criança leva  o que aprende para casa.

 

Sobrepeso


Na escola da   Estrutural, 1,7 mil estudantes foram  examinados. A vice-diretora  Neide Saad  surpreendeu-se: “Esperávamos mais desnutrição que sobrepeso, já que é uma região vulnerável, mas tivemos uma quantidade grande de sobrepeso”, informa. Para ela, a culpa está nas guloseimas.  

 

Constatado o problema, a escola esforçou-se para resolvê-lo.  “As crianças com obesidade, nós convidamos para a educação integral, para que tenham uma alimentação mais saudável o dia todo, acompanhada de atividades físicas”, conta.

 

Nem sempre a mudança  é fácil. Vitor Linhares, do 5º ano esforça-se. “Não gosto das verduras e legumes. Mas, aqui na escola, como mesmo assim porque quando elas vão colocar a verdura no prato fico sem graça de falar que não quero”.

 
 
Pesquisa

 
Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, apesar de haver uma ingestão satisfatória de proteínas, o consumo excessivo de açúcares foi observada em 61% da população, o de gorduras saturadas, em 82%. O consumo insuficiente de fibras foi observado em 68% dos brasileiros. Quanto ao sal, o consumo diário no país é 12 gramas, enquanto o recomendado pela Organização Mundial da Saúde é 5 gramas.
 
 
Além do excesso de peso, outros problemas são associados aos maus hábitos alimentares, como pressão alta, colesterol alto e diabetes.
 
 
 
 
Conscientização é a saída


Nas escolas particulares, um acordo entre o Ministério da Saúde e a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) prevê uma série de ações de conscientização para melhorar a alimentação dos estudantes. Entre as ações do acordo está a distribuição de cartilhas aos cantineiros.
 
 
Os maus hábitos alimentares  podem ser constatados na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense/2009). O levantamento mostrou que um terço dos alunos  do Ensino Fundamental da rede privada consome frutas e hortaliças em cinco dias ou mais na semana. Os refrigerantes e frituras fazem parte da rotina   de 40% deles.
 
 
Segundo a presidente da Fenep, Amábile Pacios, já é possível perceber os efeitos da iniciativa. Pelo menos 80% das escolas oferecem opção saudável de lanche. “A intenção não é proibir o uso do alimento, mas educar para que a criança, a partir do que aprende na escola, faça a opção correta onde quer que esteja”, explica.
 
 
A preocupação com a alimentação e a prática de exercício físico deve ser levada para dentro de casa, segundo o presidente da Associação de Pais de Alunos das Instituições de Ensino (Aspa-DF),   Luis Cla
udio Megiorin. “É importante os pais estarem com os filhos em pelo menos uma das refeições”, avalia. 
 

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