
Os incêndios florestais voltaram a castigar áreas de proteção ambiental. Uma das mais graves aconteceu na reserva ambiental do Catetinho. No início da tarde, o fogo já tinha se alastrado para a área da Marinha na BR-040. Cinco viaturas e o helicóptero da corporação foram usados para controlar as chamas.
Os bombeiros solicitaram reforço no combate ao incêndio e homens dos grupamentos de Santa Maria, Gama e Núcleo Bandeirante foram acionados. Militares tentaram, inicialmente, controlar as chamas com abafadores, mas pouco depois três caminhões tanques chegaram para auxiliar no trabalho. Ás 16h, a corporação tentava combater a queimada em pelo menos três frentes de incêndio, na região conhecida como Área Alfa.
O chefe de Operações da Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade) do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Alexandre Costa, explica que uma das maiores dificuldades no combate a incêndios no local se refere ao tamanho da área. Além disso, alguns pontos são de difícil acesso.
Dificuldade de acesso
“O fogo se propaga rapidamente porque a área é grande. Também é natural da própria região a dificuldade de acesso para caminhões e viaturas. A incidência solar, a radiação intensa e a vegetação seca ainda contribuem para a propagação do fogo”, esclarece o tenente-coronel.
O fogo também causou estragos em uma área de vegetação em Sobradinho, próximo à Fercal. Cinco viaturas foram deslocadas para o local. A quantidade de hectares queimados não havia sido calculado até o fechamento desta reportagem.
No mês de agosto, até o último dia 29, pouco mais de 2.756 hectares de área verde foram queimados em toda a capital. O levantamento do Corpo de Bombeiros é 24,3% maior do que no mesmo período do ano passado.
Em agosto de 2012, foram 2.216 hectares de Cerrado incendiados. A diferença representa 540 hectares a mais que foram queimados apenas no oitavo mês do ano.