Pela primeira vez desde sua inauguração, há 38 anos, a Biblioteca Central (BCE) ganhou novo mobiliário. Estudantes, professores e servidores já podem usufruir de 480 mesas e 1,6 mil cadeiras estofadas. “Os móveis eram antigos. Chegaram na fundação da BCE. Apesar da boa qualidade, não traziam muito conforto aos usuários. A intenção é proporcionar um espaço em que as pessoas possam passar mais tempo na biblioteca”, afirma Neide Gomes, diretora interina da BCE. Os usuários também poderão contar com um novo sistema de informática. Saem de cena os carimbos e entram leitores de código de barra. Assim como as filas, que darão lugar a centrais de autoatendimento. Foram gastos de aproximadamente R$ 3 milhões, com verbas do Reuni.
A partir de agora, a saída dos livros será autorizada por dois leitores de código de barras. Os antigos carimbos, que marcavam a entrada e saída dos materiais, foram aposentados. “O carimbo podia ser facilmente alterado. Queremos preservar cada vez mais o acervo”, conta Neide. Até o início das aulas, os usuários poderão contar com centrais de autoatendimento. “Essas máquinas poderão efetuar os processos de empréstimo e devolução dos livros. O usuário informa o número da matrícula e o livro. É como um caixa eletrônico”, explica Daniel Ferreira, chefe do Núcleo de Informática da BCE. Segundo ele, o sistema trará mais rapidez, confiabilidade e segurança.
A internet wireless também está disponível para todos os usuários. “Adequamos a demanda com a nossa capacidade de processamento”, afirma Daniel. Ele conta que para isso foram comprados oito servidores, além de equipamentos para armazenamento de dados. “Os sites eram lentos. Tínhamos uma defasagem muito grande. Nossa capacidade foi aumentada em 10 vezes”.
A melhora na estrutura fez com que Marina Fernandes, formada em Ciência Política pela UnB, abandonasse a biblioteca do cursinho. “A mudança foi enorme. O novo mobiliário e a internet disponível para quem quiser foram fundamentais para isso”, conta. Marina visita a BCE três vezes por semana. “Passo umas quatro horas aqui. Então, preciso de um pouco de conforto para estudar”.
Os móveis antigos foram doados para escolas públicas e outros departamentos da UnB, como o Instituto de Geologia. “Não havia justificativa para deixar esse mobiliário guardado em uma sala. Por isso, optamos pela doação”, afirma a diretora interina da BCE.
NOVOS LIVROS – Dez mil livros vão incrementar o acervo da BCE. O material foi comprado de acordo com a demanda dos departamentos da universidade. Com isso, novos cursos e novas grades terão suporte na biblioteca. “Essa renovação é importante para que tenhamos livros atualizados. Temos novas profissões e cursos, por isso é importante a chegada de novos livros”, disse Neria Lourenço, chefe do setor de Seleção da BCE. Os livros serão entregues aos poucos, durante todo ano de 2011. “Cada compra tem um prazo para entrega. Então, eles não chegam de uma só vez”, explica Neria. Os materiais serão guardados em 500 novas estantes.