No último domingo (16), Moisés Nogueira Silva, suspeito de ser o autor dos disparos que mataram o auditor do Tribunal de Contas da União, Omir José Pereira Lavinas, 48 anos foi preso. O homem, morador da 306 Norte, estava foragido desde o dia do crime e confessou ter atirado no auditor.
Segundo informações da 2ª Delegacia de Polícia, Moisés estava em uma praça pública no Paranoá, em uma festa, quando foi abordado. O acusado confessou ser o autor dos quatro disparos, mas não deu informações sobre o paradeiro da arma.
A polícia investiga ainda a participação de mais duas pessoas, além dos suspeitos que já foram detidos. Segundo informações do delegado responsável pelo caso, Antônio Dimitrov, essas duas pessoas estiveram junto ao grupo e podem ser indiciadas também pela participação, ainda que não estivesse presentes no momento em que Omir foi assassinado.
Os acusados podem ser condenados por latrocínio, roubo seguido por morte e a pena pode chegar até 30 anos de prisão para Moisés e Cristiano. O menor de idade foi levado à Delegacia do Menor e do Adolescente e pode ter a internação pedida pela justiça, se for condenado.
Entenda o caso
Na noite do assassinato, Omir estava acompanhado de três pessoas, dentre elas Moisés. O grupo bebeu em diversos bares da cidade e seguiria para um bar localizado em Ceilândia. O auditor passou em uma agência bancária, realizando dois saques no valor de R$ 400. Omir recusou a proposta de ir para o outro bar e nesse momento, Moysés sacou uma arma e obrigou Omir a descer do carro, quando foi baleado.
Os três homens levaram o corpo do auditor para a divisa entre o Distrito Federal e o Goiás e o desovaram às margens da BR-070. O carro foi abandonado no setor P Sul, da Ceilândia. Dois envolvidos haviam sido presos na última quinta-feira (13). Cristiano Barros da Silva e um menor de idade confessaram que participaram do latrocínio, entretanto afirmavam que Moisés era o autor dos disparos.