As atletas e estudantes do Colégio Marista Champagnat de Taguatinga (DF) são exemplos de empenho e determinação. Após conquistarem o primeiro lugar nos Jogos Escolares do Distrito Federal (JEDF), nas categorias voleibol e judô feminino, elas se preparam para a etapa nacional dos Jogos Escolares da Juventude, em novembro, na cidade de Belém (PA). O evento, conhecido como um dos maiores no segmento de esporte escolar, reúne alunos-atletas de instituições de ensino públicas e privadas de todo o país, com faixas etárias distintas, de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos, que disputam modalidades diferentes de jogos, como atletismo, basquete, ciclismo, futsal, ginástica rítmica, handebol, judô, natação, vôlei, xadrez, dentre outras.
Para além da disputa no campeonato nacional, a estudante do 2º ano do Ensino Médio Letícia Góes, 16 anos, foi classificada para a final das Olimpíadas Escolares Mundiais – Gymnasíade 2013, na modalidade judô e categoria mais de 70 kg. A atleta marista, que já competiu com meninas acima de 100 kg e venceu, é exemplo de fé e garra. “Amo o esporte. E quando a gente ama, faz bem feito”, declara. O campeonato mundial Gymnasíade 2013, realizado pela Federação Internacional do Desporto Escolar (ISF), Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE) e parceiros, este ano será de 27 de novembro a 04 de dezembro, em Brasília (DF), com a presença de atletas de 36 países filiados a Federação Internacional do Desporto Escolar (ISF).
O apoio e orientação do professor de educação física e as aulas realizadas fora dos muros do colégio foram decisivos para as vitórias. Quando questionada sobre o segredo de se manter nas primeiras colocações, ela não hesita em dizer. “A técnica, a mentalidade madura e a experiência fazem a diferença”, esclarece a atleta, que começou a treinar com apenas oito anos, quando ainda morava em João Pessoa (PB).
De acordo com a coordenadora do Serviço de Escolinha e Treinamento Esportivo (SETE) da unidade educacional, Mariana Morais, o esporte transforma o ser humano, disciplina, ensina a respeitar o próximo e agrega valor à vida. “O estudante passa a entender o seu papel na sociedade. O Colégio investe em projetos fundamentados na filosofia marista, que dão ao estudante a oportunidade de se destacar no esporte. Também contamos com o apoio incondicional das famílias”, explica.
Letícia veio morar em Brasília no ano de 2007. Mas a mudança geográfica não a fez desistir do judô. A rotina continua e exige da atleta disciplina. Para alcançar os resultados esperados, são 16 horas de treinos semanais, realizados no contra turno das aulas, à tarde e à noite. E uma nutricionista ajuda manter a alimentação balanceada. “Aprendi que o estudo e o esporte têm que andar juntos. O apoio da família e do colégio é fundamental”, afirma a judoca.
A palavra superação resume bem a trajetória da atleta. De 2011 a 2012, em decorrência de problema na coluna, ela ficou sem treinar. Fase difícil, em que sofreu com o aumento de peso e com as angústias de ficar sem o esporte. “Com isso, aprendi a não desistir, sou temente a Deus e descobri que tudo posso naquele que me fortalece”, relata emocionada Letícia. Ela também afirma que é importante unir a saúde mental e física. “Percebo que preciso do judô para me satisfazer e não para ficar mais forte (fisicamente). O esporte me dá alegria e prazer na vida”, conclui.
Voleibol feminino
Para a etapa nacional dos Jogos Escolares da Juventude, em novembro, na cidade de Belém (PA), também estão classificadas dez estudantes do Ensino Médio da equipe feminina juvenil de voleibol do Colégio Marista Champagnat – Taguatinga (DF).
Após três anos de treinamento, iniciados a partir da implementação, em 2009, de um projeto de voleibol desenvolvido entre a unidade e instituição parceira, a equipe feminina juvenil venceu todos os jogos da etapa dos Jogos Escolares do DF de 2013, na categoria 15 a 17 anos. A etapa local aconteceu em diferentes regiões administrativas da capital federal com a participação de alunos de escolas públicas e privadas.
Todos os dias, a equipe se reúne para os treinos, que duram em média três horas. Inicialmente, prioriza-se a preparação do físico, e, quando começam os campeonatos, vem a parte tática. “Nos unimos para ganhar o jogo. Uma torcendo pela outra”, relata Letícia de Sousa, 15 anos, do 1º ano do ensino médio. “Há uma relação de respeito e amizade que vem da essência marista”, afirma Mirella Rezende, 16 anos, do 2º ano do Ensino Médio.
O último jogo, que garantiu a classificação da equipe, foi contra a Escola Nossa Senha de Fátima. A decisão aconteceu no quarto set e o Marista ganhou de 25×15. “A técnica sempre existiu. Era um sonho possível. Elas não se intimidaram nos jogos, entraram seguras nas quadras e, sobretudo, controlaram o emocional”, pontua Mariana Morais, coordenadora do SETE. No dia 07 de novembro, as atletas maristas embarcam para Belém com a mala cheia de expectativas, sonhos e esperança.