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Brasília

Atendimento especial em dias de provas

Arquivo Geral

24/10/2013 7h22

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está chegando e muitos candidatos necessitam de uma atenção especial. São grávidas, pessoas com alguma deficiência, mulheres em fase de amamentação, idosos e sabatistas – candidatos da religião adventista que só poderão fazer a prova após o pôr do sol. 

 

As provas serão aplicadas neste fim de semana. Sete  milhões de candidatos estão inscritos no Enem em todo o Brasil. Destes, 162.179 precisam de atendimento diferenciado ou específico. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira  (Inep), no Distrito Federal, 140 gestantes, 306 mulheres que estão amamentando, oito idosos e 1.265 sabatistas farão as provas. Ainda de acordo com o Inep, durante o exame, 712 gestantes em todo o País podem dar à luz. No Distrito Federal, 15 mulheres se encontram nessa condição. 

 

Para atender os candidatos que necessitam de atendimento diferenciado, o DF contará com 719 salas com acessibilidade, 33 provas ampliadas, 141 super ampliadas, 10 em braile, 214 auxiliares de ledor, 76 intérpretes de libras, 250 auxiliares para transcrição e 58 para outros tipos de  atendimentos. 

 

Sabatistas


Os candidatos que são da religião adventista também terão sala especial e horário específico para fazer o exame. Eles deverão estar nos locais de prova no mesmo horário que os outros candidatos, às 12h, mas só farão a prova após o pôr do sol, às 19h. Quem estiver nessa condição não poderá fazer qualquer tipo de consulta no momento do ingresso em sala até o término das provas. 

 

“A bíblia diz que é um dia reservado para Deus. Um dia que eu faço trabalho missionário. Ficar esperando até o horário da prova é minha demonstração para Deus de que eu sou fiel”, explicou a estudante Ananda Críscila Melo, 17 anos, que fará a prova no sábado. Ela é estudante do Ensino Médio e pretende cursar a faculdade de Direito. 

 

Longa espera aumenta a ansiedade


A recepcionista Andréa Fernanda Barbosa é adventista desde pequena e já fez a prova do Enem duas vezes depois que começou a ser aplicada aos sábados também. Ela será um dos candidatos que precisarão esperar por sete horas até começar a prova. “Não é fácil entrar junto com os outros estudantes. A pressão psicológica é muito grande, a ansiedade também. Mas acreditamos que Deus vai nos abençoar na prova”, frisou. 

 

Apesar do longo tempo de espera, Andréa afirma que não se sente prejudicada com relação a outros candidatos. “Aproveitamos o tempo para orar, cantar e trocar experiências”, afirmou. “A primeira prova que fiz do Enem nessa condição fiquei um pouco preocupada, mas quando entrei na sala vi que as pessoas estavam com o mesmo propósito que o meu”, ressalta. 

 

Sem preocupações

 

Questionada sobre a troca de informações relacionada com a prova, Andréa acredita que esse não é o propósito de quem fez a inscrição pedindo esse atendimento especial. “Normalmente, as pessoas não estão preocupadas em passar informações. Isso gera ansiedade e estresse e não precisamos disso. Se estamos preparados, relaxamos”. 

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