Menu
Brasília

Associação de Mulheres cria bolsa com material reciclado

Arquivo Geral

20/11/2010 14h27

Renata Rios

renata.rios@clicabrasilia.com.br

 

Ecobags são bolsas com o intuito de substituir sacolas descartáveis de papel ou de plástico. O conceito da peça já traz um viés sustentável, mas a associação Modelando a Vida resolveu ir ainda mais fundo nessa ideia. As mulheres do grupo utilizam banners reciclando aqueles que seriam jogados fora. O material é utilizado nas ecobags e também em mochilas, bolsas, pastas e qualquer peça que a criatividade desse grupo alcançar.

 

Um grupo com cerca de 30 mulheres produz as bolsas. São mães de crianças que participam do programa Amigos do Vôlei.  Essas mulheres ganharam todo o maquinário do Sebrae e produzem várias peças com materiais reciclados doados para a associação.

 

O projeto Modelando a Vida faz parte do programa chamado Amigos do Vôlei. Cerca de cinco mil crianças são beneficiadas pelas atividades realizadas segundas quartas e sextas no Ginásio Serejinho. As jogadoras de Vôlei Ricarda Negrão e Leila Barros que começaram o projeto.

 

Uma pequena sala no Ginásio Serejinho acomoda às maquinas de costura utilizada pelas mães. “Temos dez máquinas industriais de costura reta e mais três overlock, que costuram em zigue-zague, doadas pelo Sesi” conta Margarida Meyre Lins, voluntária do projeto e coordenadora das atividades destas mães carentes. Todas as costureiras receberam curso do Senai para aprender a cortar e costurar as peças.

 

Os custos que a associação tem com os materiais são cobertos pela venda das bolsas, e o restante é dividido entre as mulheres do projeto. “São mulheres carentes que precisam desse dinheiro, é melhor elas terem esta atividade do que ficarem sentadas esperando os filhos terminarem as aulas de vôlei”, Meyre pondera.

 

Em fevereiro haverá uma nova capacitação para quem quiser fazer parte do projeto. “A preferencia é para mães que tem filhos no projeto Amigos do Vôlei, mas as mães desta região também podem se candidatar. Fica difícil aceitar mães que não sejam de Ceilândia porque não temos condições de bancar as passagens”, explica Meyre.

 

No total mais de 150 mulheres já passaram pelas salas deste projeto. “Muitas das mães que passam por aqui acabam sendo contratadas em outros lugares devido à capacitação que damos”, conta a voluntária. De fato o trabalho feito deixa as participantes aptas para concorrer no mercado de trabalho. Elas também podem aceitar trabalhos autônomos, uma vez que quase todas adquiriram máquinas de costuras.

 

As mães muitas vezes levam peças para fazer em casa devido à quantidade de pedidos. Roselene Ibiapina é quem instrui as mães nas primeiras peças. “Fazemos o molde com as cortadeiras. Depois mostro para as costureiras como fazer a bolsa ou mochila, logo elas pegam o jeito”, conta Roselene, que é a responsável pela oficina.

 

O tempo que cada mulher do grupo leva para produzir o material é considerado na hora de distribuir o trabalho. “A quantidade de peças que a costureira vai ganhar depende da produção. Consideramos também o tempo e a demanda que temos”, explica Roselene.

 

As peças prontas ficam muito coloridas e alegres. Mas algumas regras devem ser respeitadas na hora de usar os banners. Nomes ou imagens que identifiquem o produto não devem ser mostrados. “Recebemos muitos banners de filmes, por exemplo, e não podemos cortá-los de qualquer forma, temos que fazer tudo sem propagandas”, Meyre explica.

 

Recentemente a associação recebeu uma encomenda da Caixa Federal. “Entregamos as bolsas que a caixa encomendou e já estamos prontas para mais entregas”, conta Meyre empolgada. A Caixa fez uma encomenda de pastas e mochilas, foram 750 mochilas, e 1260 pastas no total. “Além destas peças temos uma encomenda do Banco do Brasil, são 1350 sacolinhas”, ressalta a voluntária.

 

“Qualquer um pode encomendar nosso trabalho, basta explicar o que quer e faremos” explica  Meyre. Em casos de pedidos grandes a associação faz uma peça antes, para ver se é do agrado do cliente. Uma vez aprovada as costureiras começam o trabalho. “É muito relativo a quantidade de material que vamos produzir. Temos capacidade para fazer cerca de três mil bolsas em um mês, nem sempre chegamos ao nosso máximo”, relata Meyre. Quando a bolsa é simples a equipe chega a produzir cerca de 20 por dia. Segundo Meyre, as mochilas são mais complicadas, as mães fazem cerca de quatro por dia. “O recorde é meu, fiz seis mochilas em um dia”, comemora Roselene.

 

 

Quem quiser entrar em contato com a associação basta ligar neste número: 99764009

 

 

Foto: Rudney Victor


    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado