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Brasília

Arruda, Fraga e Munhoz são suspeitos de inchar transporte público do DF

Arquivo Geral

04/03/2011 19h16

 

 

O ex-governador do Distrito Federal Roberto Arruda, o ex-secretário de Transportes, Alberto Fraga e o ex-diretor do DFTrans, Paulo Munhoz são acusados de crime de dispensa de licitação após denúncia de um empresário do setor que afirma ter recebido a orientação de colocar mais ônibus nas ruas mesmo em situação irregular.

 

Segundo o empresário, em setembro de 2007 o então governador, José Roberto Arruda, orientou as empresas de transporte público para que colocassem mais veículos em circulação pois, caso conrário, ele voltaria a liberar as vans nas vias.

 

 

Entenda o caso

Policiais da Divisão Especial de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap) da Polícia Civil apreenderam computadores e caixa de arquivo com documentos, com mandado de busca e apreensão, no escritório da Fácil, empresa responsável pela distribuição e recarga dos bilhetes eletrônicos de transporte coletivo no Distrito Federal. A ação ocorreu ontem à tarde, no térreo do Edifício Boulevard, no Conic, onde funciona o escritório da empresa.

 

A ação, denominada Operação Drakkar, tem como objetivo investigar a pirataria no transporte coletivo do Distrito Federal. Segundo o diretor da Decap, delegado Flamarion Vidal, a apreensão do material visa comprovar quais as circunstâncias da existência de mil ônibus do transporte público circulando ilegalmente nas vias do Distrito Federal e transportando passageiros sem que haja controle ou autorização do DFTrans, responsável por operar linhas regulares. “A investigação vai esclarecer porque esses ônibus fazem transporte público”, afirma.

 

Os ônibus piratas têm a marca do GDF e são iguais ao resto da frota. A diferença é o número: no cadastro do DFTrans não existem carros que começam com o prefixo 103. “Esses veículos são considerados ônibus piratas e se a investigação apontar a irregularidade serão retirados de circulação.” 

 

O delegado considera elevado o número de ônibus piratas circulando. Flamarion quer descobrir quais os critérios dos editais das licitações e em que circunstâncias as empresas responsáveis pelo transporte público venceram a concorrência.

 

O nome da ação, Drakkar, se refere às embarcações vikings que tinham por principal característica uma cabeça de dragão na proa, navegavam tanto em águas profundas quanto rasas e era usada para o transporte de soldados, mercadorias e nas conquistas.

 

 

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