Francisco Dutra
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A iminente ascensão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para a presidência nacional do PSDB reforça a estratégia do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) para as eleições de 2018. Para suprir o esvaziamento da base aliada, Rollemberg aposta na construção de aliança tucana, seguindo os moldes nacionais impostos na “terra da garoa”. Afinal, o vice-governador paulista é Márcio França (PSB), que sucederá Alckmin.
Segundo Rollemberg, a escolha consensual tucana pelo nome de Alckmin é um movimento inteligente. O governador paulista foi um dos principais fiadores do embarque parcial dos tucanos na gestão Rollemberg, cristalizado com a nomeação da ex-governadora do DF, Maria de Lourdes Abadia, para o cargo de secretaria de Projetos Estratégicos.
“Minha relação com Geraldo Alckmin é muito positiva. Nós construímos uma amizade ao longo desses três anos que governamos São Paulo e Brasília. Por outro lado, essa coordenação que fiz do Fórum de Governadores trouxe resultados bastante positivos para os estados. E São Paulo foi bastante aquinhoado com as articulações do Fórum. Ele demonstrou muito apreço bastante entusiasmo com a participação do PSDB no nosso governo. Portanto, acho que isso ajuda a intensificar as relações entre o PSB e o PSDB aqui em Brasília”, argumenta Rollemberg.
Considerando o PSDB um partido grande e com cargos, Rollemberg entende que os tucanos tem condições de dar uma contribução maior ao governo do DF. No contexto nacional, Alckmin projeta a candidatura para a Presidência da Republica. Por isso, o tucano articula a eleição de um aliado de primeira hora para o governo de São Paulo. Um dos nomes cotados é justamente de Márcio França.
Por isso, a construção de uma dobradinha no DF é plenamente possível. Por tabela, o movimento de Rollemberg tenta aleijar o projeto do candidatura para o Palácio do Buriti do presidente regional do PSDB, deputado Izalci Lucas.
“Estou muito feliz e esperançosa. O PSDB tomou uma decisão inteligente e de muita sabedoria. Fernando Henrique Cardoso trabalhou nesta construção. Fui constituinte com Geraldo. Trabalhamos no Código de Defesa do Consumidor e preservamos uma amizade”, comenta Maria de Lourdes Abadia.
Todavia, a ex-governadora ainda não vê paz no ninho tucano brasiliense. “Izalci não aceita discutir. Lançou uma candidatura sem falar com ninguém. Ele tem falado que vai me expulsar. Quero ver se tem coragem. A propagando do PSDB está uma vergonha. O Tribunal regional Eleitoral está caçando os programas”, completa Abadia.
Por outro lado, Izalci crava que a eventual eleição de Alckmin para comando tucano não vai interferir no projeto candidatura do PSDB para o Buriti. “A possibilidade de estarmos juntos com Rodrigo Rollemberg é zero”, dispara. Segundo Izalci, o PSDB trabalhará para conquistar o Planalto e o Buriti.
“Abadia está no governo em caráter pessoal. Então deixa que ela fique no governo e pague pelos pecados dela. Estar neste governo, que quer acabar com a esperança, é um sacrifício. O resto de filiados que está no governo é resto. São irrelevantes”, critica Lucas. Segundo o presidente regional do PSDB, o governo continua a chamar outros quadro do partido para ocupar espaços nas pastas de Desenvolvimento Social e Meio Ambiente, recentemente abandonadas pelo PDT e a Rede, respectivamente.
Micro e pequenas empresas
Aproximação com empresas
- Na busca pela reeleição ou criação de um sucessor, Rollemberg também aposta na aproximação com o setor produtivo.
- Em breve, o governo planeja lançar em parceria com Sebrae, o cadastro das micro e pequenas empresas. O levantamento já está consolidado. “Em que todo pregão e toda licitação realizada no Distrito Federal essas empresas serão comunicadas em tempo real dessa licitação podendo participar e com isso abrindo um leque de oportunidades para as micro e pequenas empresa”, disse o governador. A promessa foi selada, ontem (28/11), durante a abertura do VIII Fomenta Nacional.