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Brasília

Após incêndio no IC, exames estão parados e presos são soltos por falta de prova

Arquivo Geral

09/03/2012 8h16

Carlos Carone

carone@jornaldebrasilia.com.br

 

Com um efeito retardado, mas previsível, suspeitos de praticarem crimes graves no Distrito Federal, como tráfico de drogas, começaram a ser libertados pelos Judiciário pela ausência de laudos perícias que deveriam ser produzidos pelo Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil. Um magistrado do Tribunal de Justiça do DF mandou soltar um preso porque o laudo que indicaria a prova do crime não chegou a tempo do julgamento. Em resposta, a direção do Departamento de Polícia Técnica (DPT) informou que até a próxima sexta-feira, todos laudos atrasados serão devidamente finalizados.

 

Depois que parte do órgão foi parcialmente consumida pelas chamas, em 20 de janeiro, e muitos documentos e equipamentos de informática viraram cinzas, dezenas de  laudos deixaram de ser concluídos. O caso mais recente envolveu um homem acusado de tráfico de crack. Trata-se de um criminoso perigoso. Além de 29 pedras da droga, o  suspeito foi preso com um carro roubado e munição de uma pistola nove milímetros, de uso restrito da polícia. Ele já tinha sido preso outras quatro vezes; duas vezes por posse de arma, outra por tráfico de drogas e por assalto a mão armada.

 

O juiz que determinou a soltura avisou à Polícia Civil e ao Ministério Público que caso laudos não chegassem ao Judiciário dentro dos prazos determinados pelos processo, outros réus poderiam ser libertados por falta de provas. Ontem, o secretário da Associação dos Peritos, Dércio Deniz Martins, explicou que o incêndio que consumiu parcialmente o IC atingiu justamente o setor que fazia a comunicação entre o órgão e delegacias, Ministério Público e o Poder Judiciário.

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