Acontece na tarde desta quarta-feira (15) uma audiência de instrução do caso de assassinato de um líder comunitário, ocorrido em 2001. Marcio Nonato Sousa Brito teria sido assassinado à mando do empresário Nenê Constantino, dono de empresas como a Viplan e a Gol Linhas Aéreas.
Durante os dois da audiência, há a expectativa de que as 40 testemunhas arroladas ao processo sejam ouvidas. Para esta tarde, oito pessoas serão ouvidas, incluindo a delegada da Coordenação de Investigação dos Crimes Contra a Vida – Corvida, responsável pelo inquérito, Mabel Farias. Parte da estratégia dos advogados de defesa de Constantino, consistia em questionar a natureza das escutas telefônicas colhidas pela investigação. A defesa pediu esclarecimentos sobre os mandados que autorizaram a utilização desse recurso e a legitimidade desses pedidos.
Entenda o caso
Nenê e outras quatro pessoas, inclusive o seu genro, são acusados de encomendar o homicídio do líder comunitário, motivado por uma invasão organizada por Marcio Nonato à um terreno de Constantino. Segundo as investigações, a vítima e mais 100 famílias teriam se mudado pra uma área pertencente à Viação Planeta, do grupo Constantino. As negociações para a desocupação foram infrutíferas e Nonato, na época, teria recebido diversas ameaças de morte.
Uma ação de despejo era movida por Nenê contra o grupo, até que o líder comunitário foi assassinado com três tiros. Após a morte de Nonato, rapidamente o grupo desocupou o terreno. A delegada Mabel Farias defende a hipotése de que o empresário seria o principal mandante do crime.