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Brasília

Após consumidor passar mal, autoridades suspendem venda de Guaraviton no DF

Arquivo Geral

24/07/2013 18h30

O Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF) em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), interditou e apreendeu para análise, nesta quarta-feira (24), vários lotes da bebida mista Guaraviton, da empresa Guaravita. O motivo seria a contaminação do produto por “corpos estranhos” à sua composição. 

 

Segundo o diretor geral do Procon, Todi Moreno, um consumidor registrou reclamação após tomar a bebida e passar mal. As queixas eram em relação ao sabor da bebida e a presença de uma gosma esbranquiçada no líquido. 

 

O cliente relatou ter sentido dores de estômago, náuseas e dores de cabeça. “Ele nos procurou com um produto lacrado e outro que já tinha sido parcialmente consumido. Além disso, apresentou atestado médico que comprovava o mal estar relatado”, afirmou o diretor. Tanto no produto consumido, quanto na embalagem lacrada, foram identificados o material ao qual o rapaz se referia.

 

Apreensão e suspensão

 

Após a reclamação, o Procon enviou fiscais à paisana ao supermercado Super Adega, no SIA, onde o consumidor afirmou ter adquirido a bebida. “Foram encontrados diversos lotes do produto com a presença deste material e como medida de prevenção, hoje viemos recolher o material e mandar para análise”, disse Todi. No local, os fiscais constataram a presença da substância em várias embalagens do produto.

 

Além da análise da composição química, o Procon determinou a suspensão da venda da bebida em todo o DF. “É uma maneira de resguardar a saúde do consumidor antes que aconteça alguma fatalidade”, explicou o diretor. O estabelecimento que continuar a vender o produto está sujeito à multa, interdição e até à prisão dos responsáveis.

 

Os vendedores serão notificados através de ofício da Associação de Supermercados de Brasília e do Diário Oficial da União. O diretor do Procon informou ainda que irá sugerir a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) a suspensão da venda do produto em todo o Brasil. 

 

Análise

 

A análise microbiológica, que identifica organismos nocivos à saúde, e de características organolépticas, que avalia o sabor e o cheiro do produto, será feita pelo Laboratório Central da Secretaria de Saúde do DF. 

 

O auditor da Anvisa, Jeová Francisco dos Santos explica que se for comprovado que o produto não estava adequado para o consumo e apresentava risco para a saúde dos consumidores, o alvará da empresa poderá ser cassado e a venda da bebida definitivamente suspensa.”A fornecedora pode realizar a própria análise também e apresentar defesa. Até lá, a venda fica suspensa”, disse Jeová. O laudo demora, em média, 30 dias para ficar pronto.

 

O gerente do Super Adega, Antônio Gomes afirmou que mesmo que a Guaravita resolva o problema, não trabalhará mais com a marca. Ele também pedirá o ressarcimento do valor pago na mercadoria apreendida.

 

A Guaravita informou que até o momento não recebeu nenhuma notificação dos órgãos de fiscalização e que a equipe de qualidade aguarda este contato para tomar as medidas necessárias. Segundo a empresa, o consumidor também não registrou reclamação a respeito do ocorrido.

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