Após assembleia, professores da rede pública recusam proposta do GDF e mantêm greve
Na manhã desta quinta-feira (18), os professores de escolas públicas do Distrito Federal, realizaram uma quarta assembleia para definir os próximos passos da greve, que iniciou-se no dia 4 de maio. A paralisação das atividades foi mantida pela categoria, que rejeitou a proposta do Governo do Distrito Federal (GDF).
A continuidade do movimento grevista teve aprovação unânime pela categoria. Por volta do meio-dia, os manifestantes fizeram uma passeata em direção ao Palácio do Buriti como forma de protesto, deixando o trânsito no Eixo Monumental bastante lento.
O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) e o governo realizaram uma reunião na última quarta-feira (17), onde foi realizada uma proposta. Na assembleia realizada ontem, o sindicato apresentou as duas opções à categoria: pela continuidade da greve, por considerar a oferta do GDF “insuficiente”, ou pela aceitação da proposta do governo e, consequentemente, o fim da paralisação. Uma nova assembleia de definição deve ocorrer na próxima segunda-feira (22).
Reivindicações
Entre as principais reivindicações dos professores, eles cobram do GDF a reestruturação da carreira, a reivindicação de melhores salários, melhores condições de trabalho e incorporação de gratificação aos salários. Além da solução para a superlotação das salas de aulas, a convocação de professores concursados e a valorização de aposentados e aposentadas.
Segundo o Sinpro-DF, a categoria está há 8 anos com os salários congelados, o último reajuste foi realizado em 2015. O sindicato considera o aumento de 18%, concedido pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) aos servidores, insuficiente para repor sequer a inflação do período.
No início deste mês, foi sancionado o reajuste de 18% para os servidores públicos efetivos do GDF. Esse percentual foi dividido em três vezes, o que dá seis por cento ao ano. Já para os ocupantes de cargos comissionados, sem concurso, o reajuste em três anos será de 25%. O mesmo percentual foi concedido ao próprio governador e ao primeiro escalão do GDF. Os servidores começam a receber o aumento na folha de julho, que é paga em agosto.
Justiça declara greve ilegal
No último dia (7), o desembargador Roberto Freitas Filho, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), concedeu liminar requerida pelo GDF e declarou a ilegalidade da greve dos professores da rede pública. Além da declaração, o desembargador ainda determinou a volta imediata aos trabalhos e o pagamento de multa diária de R$ 300 mil para o sindicato, que estimula e comanda a paralisação, além do corte no ponto dos professores que aderirem à greve.
Na decisão, o desembargador afirmou que “a educação pública serve, primordialmente, à população mais necessitada, social e economicamente” e que “mães contam com o horário de permanência de seus filhos em escolas e creches para que possam trabalhar durante o dia”.