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Brasília

Após acidente, vidros do STF começaram a ser entregues

Arquivo Geral

05/07/2012 7h03

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

A Aeronáutica começou a  ressarcir os prejuízos provocados pelo rasante de um avião caça que destruiu vidraças e causou outros problemas em vários pontos de Brasília. Chegou a 22 o número de reclamações de danos em edificações do DF, depois dos sobrevoos  no último domingo, durante a cerimônia de troca da bandeira na Praça dos Três Poderes. Ontem, chegou parte dos 65 vidros que devem ser repostos no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Força Aérea Brasileira (FAB).

 

  Durante a manhã, o primeiro carregamento de vidros para o prédio do STF foi entregue pela empresa contratada para a prestação do serviço, que deve custar R$ 35 mil aos cofres da FAB. A Assessoria de Imprensa do STF não soube confirmar se os trabalhos já teriam início ontem, mas informou que a reposição deve ser rápida. O presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto, segue despachando de seu gabinete no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), enquanto os serviços avançam no prédio.

 

  Por excesso de velocidade e baixa altura de voo, segundo a Aeronáutica,  o sobrevoo desastrado do piloto do Caças Mirage F-2000 causaram os prejuízos no Lago Sul e na Esplanada dos Ministérios.

 

Equipes da FAB estiveram em todos os locais onde ocorreram reclamações, avaliando as despesas, e ainda não têm uma estimativa de quanto podem somar as despesas nas residências e comércios onde ocorreram danos. Só no Palácio do Planalto, que teve cerca de 28 vidraças trincados, serão gastos entre R$ 40 mil  a 50 mil. Somados aos R$ 35 mil do STF, já chega a R$ 80 mil aproximadamente o montante a ser pago.

Altura

O problema todo teria acontecido porque  os pilotos  voaram a cerca de 1.100 km/h a baixa altura. As aeronaves chegaram à velocidade aproximada da barreira do som, alcançada a 1.224 km/h, ou 340 m/s. A força do som levou a uma onda de choque no solo e edifícios que destruiu vidraças em vários pontos, desde a Praça dos Três Poderes até as QI 11, 12 e 13 do Lago Sul, e assustou muita gente. Algumas vítimas registraram ocorrência na 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul)  e outras tantas entraram em contato direto com a FAB pelo canal aberto pela corporação.

 

O piloto envolvido diretamente no incidente foi afastado dos voos com caças temporariamente. O caso  passa por investigação e apuração operacional para possíveis sanções pelo prejuízo e imprudência no voo. A FAB informou que o piloto voou dentro da altura e condições necessárias de segurança exigidas para demonstrações públicas, mas teria falhado pelo excesso de velocidade, provocando um deslocamento de ar que levou a perdas materiais.

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