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Brasília

Anvisa aperta o cerco aos suplementos alimentares

Arquivo Geral

12/07/2012 7h03

Leandro Cipriano
leandro.cipriano@jornaldebrasilia.com.br

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está apertando o cerco sobre os suplementos alimentares que não atendem as normas previstas no Brasil. Os que tiveram sua  comercialização mais recentemente proibida são aqueles que possuem a substância dimetilamylamine (DMAA) na composição. Isso, porém,  tem dividido a opinião de usuários dos produtos. Apesar de especialistas em saúde concordarem com a medida da agência, muitos que utilizam com frequência os suplementos discordam sobre os efeitos prejudiciais apontados pela Anvisa. 

 
É o caso do estudante Rogério Moreira, de 23 anos. Ele usa suplementos alimentares como Jack3D e Lipo-6 Black, de fácil aquisição na internet e famosos no mercado e  academias. Contudo, os dois produtos possuem o DMAA, que de acordo com a Anvisa, podem causar agravos à saúde, incluindo disfunções metabólicas, danos cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e, em alguns casos, levar até a morte. 

 

“Eu nunca soube de ninguém que tenha reclamado. Os efeitos positivos são o prometido, mas é preciso usar com consciência, como qualquer outro produto. O próprio suplemento já vem com recomendações. E mesmo usando, o que faz ganhar massa ou manter um corpo definido são os exercícios”, comentou Rogério.

 

O produto Oxy Elite Pro é outro suplemento que  contém DMAA. É um termogênico usado para queima de gordura, mas a depender do metabolismo do usuário, também pode provocar enjoos frequentes, pressão baixa, tremedeira, taquicardia e dor de cabeça.

  Suzana (nome fictício), de 21 anos, comprou há pouco tempo o Oxy Elite Pro. Como seu corpo se deu bem com o uso de outros termogênicos, decidiu experimentar, por recomendação  de colegas. “É uma questão de conhecer bem o produto, saber os efeitos colaterais e seguir o recomendado na embalagem. Afinal de contas, é algo que está mexendo no seu corpo”, disse.

 

 Já a bibliotecária Gleici Barbosa, 27 anos, não se arrisca com o Oxy Elite. Apesar de já ter usado  suplementos  como o Jack3D, se limita agora apenas a exercícios mais leves. “Nunca vi homens reclamando do Oxy Elite, mas sei de muitos casos de mulheres que se sentiram mal. Por medo, nunca usei”, afirmou.

 Uso indiscriminado

 

Para Gleici, a utilização indiscriminada  é o que prejudica uma discussão mais equilibrada do tema. Seguir as recomendações impostas nos produtos e iniciar o consumo de forma controlada, começando com doses mínimas, é o principal. “Só porque uma pessoa se dá bem com algum suplemento não quer dizer que outra  terá o mesmo efeito. Mas, se a Anvisa parar a venda,  o que não faltam são opções no mercado”, apontou Gleici.

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