Gabriella bontempo
gabriella.bontempo@jornaldebrasilia.com.br
Estima-se que o Distrito Federal tenha mais de 308 mil cães e quase 31 mil gatos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que, pelo menos, 6% da população animal vive nas ruas. Além disso, muitos acabam sendo abandonados pelos próprios donos. Basta uma ida na Vigilância Ambiental do DF (antiga Zoonoses) para perceber o descaso. Nada menos do que 60% dos que ocupam o canil foram descartados pelos antigos donos. As justificativas para isso são muitas e vão desde a mudança para um apartamento, passando pela não aceitação dos filhotes até problemas financeiros. No entanto, é preciso ficar alerta. O abandono no Brasil é considerado uma prática criminosa, prevista na Lei dos Crimes Ambientais (9.605/98), que prevê pena de reclusão de três meses a um ano.
De acordo com o médico veterinário da Vigilância Ambiental Laurício Monteiro, os animais são recebidos no local como uma alternativa para que eles não sejam deixados na rua. “Acabamos fazendo além da nossa missão. A Vigilância existe para combater as doenças que podem atingir os seres humanos, como a raiva. Esse é o motivo para que alguns animais sejam trazidos para cá. Mas sabemos que, se o bicho não ficar aqui, o dono pode abandoná-lo na rua”, observa. Anos atrás, o órgão ficou conhecido, principalmente, pelas ações de recolhimento de animais nas ruas com a utilização da carrocinha. Hoje, o trabalho é pontual. As pessoas ligam para a Vigilância e solicitam uma visita.
Leia mais na edição desta quarta-feira (05) do Jornal de Brasília.