Papos de bar, gargalhadas, música ao vivo e aplausos marcaram o velório e enterro de Jorge Ferreira, realizado ontem, no cemitério Campo da Esperança. Pelo menos 300 amigos, artistas, empresários e políticos compareceram. Um deles, Ziraldo, discursou, mostrando o sentimento de quem ficou: “Você volta para a terra para se aperfeiçoar. O Jorge foi embora porque ele estava pronto”.
Os personagens da história da Capital que compareceram à celebração compartilhavam histórias das três facetas de Jorge, o empresário, o artista e o político. “Nós vamos perder três pessoas em torno do Jorge. Primeiro, um grande animador pelos empreendimentos criados e apoio a cultura. Segundo, um catalisador de amigos, o número de pessoas que vieram aqui hoje, pessoas que ele uniu, mostram isso. E, por último, um democrata. Lutador pela democracia que fez do Feitiço Mineiro uma verdadeira trincheira. Morre um pedaço da história de Brasília, cabe a nós continuar”, observou o senador Cristovam Buarque.
Os amigos, músicos e compositores Renio Quintas, Gustavo Vasconcellos e Haroldinho Mattos brincam que só o Jorge tem o poder de unir tantos músicos em plena luz do dia.
Em discurso sobre o legado de Ferreira, ele foi nomeado São Jorge da Alegria, um novo santo que estará sempre em cima do cavalo de São Jorge toda vez que tiver lua cheia. Nesse momento começou a homenagem do Clube do Choro.