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Brasília

Ambientalistas, estudantes e comunidade indígena realizam ato pacífico no Noroeste

Arquivo Geral

13/10/2011 14h32

O Noroeste foi novamente alvo de protestos na manhã desta quinta-feira (13). Índios, estudantes e seguranças de uma construtora entraram em conflito pela posse da área, o que levou uma pessoa ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran) com ferimentos.

 

O confronto começou quando funcionários da Brasal Incorporações deram início à demarcação e limpeza do terreno localizado na projeção A da SQNW 108 do Setor.

 

Como a área é vizinha ao Santuário dos Pajés, ocupado por indígenas há cerca de 30 anos, os índios recorreram à justiça para pleitear o espaço, porém, de acordo com a empresa, o pedido foi negado.

 

Os ambientalistas contestam a ação da Brasal e afirmam que a empresa não tem autorização para invadir a área onde se encontram. “Eles fecharam a passagem da comunidade indígena que residem aqui. Isso é ferir o direito de ir e vir como prega a lei”, diz Diogo Ramalho, 27 anos, estudante da UnB.

 

Ele disse que já está marcada para às 17h um ato pacífico para proibir essa “invasão”. “Já mobilizamos estudantes e a sociedade em geral por meio das redes sociais e vamos retirar as cercas e os arames que foram instalados esta manhã”, afirma o estudante.

 

A empresa esclarece que é proprietária da projeção e que a área em questão foi adquirida em leilão público promovido pela Terracap. A limpeza e demarcação do local, de acordo com a Brasal, tem por objetivo honrar o compromisso com os compradores do empreendimento Reserva Especial. 

 

A comunidade indígena pleiteou na justiça a ampliação da área destinada à esta comunidade de 4,18 ha, para 50,00 ha. Porém, a decisão final, publicada no Diário Oficial no dia 16 de Setembro de 2011 determina que eles devem se restringir à área de 4.1815 ha iniciais, o que exclui a projeção do Reserva Especial da área questionada.

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