Alunos do campus de Ceilândia da Universidade de Brasília (UnB) realizaram nesta manhã de sexta-feira (1º) uma manifestação para protestar contra a falta de previsão na entregas das obras dos campi da UnB no Gama e em Ceilândia. Cerca de 300 alunos se reuniram em frente ao Palácio do Buriti.
“Escolhemos o dia primeiro de abril por ser o dia da mentira. Não aguentamos mais ouvir datas para que os campi sejam finalizados. Chega de mentiras”, se revolta o aluno do 6° semestre de Saúde Coletiva, Caio Willian, 21 anos. Ele ainda complementa que esta é a oitava vez que o governo promete uma nova data.
A manifestação foi pacífica e contou com vários gritos e apitos. A Polícia Militar esteve presente para assegurar a tranquilidade da manifestação. O grupo de manifestantes cantava músicas de protesto como: “Agnelo, cadê você! Promete campus, mas é só para se eleger” ou “Sem campus, assim não dá, queremos salas para podermos estudar”. Por volta de 10h45, os alunos fecharam parte do Eixo Monumental, mas logo reabriram todas as pistas e voltaram a protestar em frente ao palácio.
O secretário-adjunto da Secretaria de Governo, Gustavo Lago, se disponibilizou para falar com uma comitiva dos alunos. “Queremos falar com o Agnelo ou com o Paulo Tadeu. Não votamos em secretários, votamos no governador”, respondeu uma das alunas sobre a proposta. Porém, devido à agenda dos políticos, a reunião aconteceu sem a presença de Paulo Tadeu ou Agnelo. “Ainda queremos falar com Paulo Tadeu, mas foi uma grande vitória conseguir um contato direto com o governo”, comemora Juliana Alves, 21 anos, uma das manifestantes.
Questionado sobre o motivo dos atrasos nas obras, ele culpou a gestão anterior do DF: “Este foi um problema herdado. Além disto, nem todas as ações que devem ser tomadas são de competência do GDF”. A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) foi à manifestação apoiar a causa dos alunos. “Esta é uma manifestação válida que luta por uma educação adequada. A UnB é uma das melhores universidades brasileiras e precisa ter infraestrutura”, pondera.
Os alunos deverão formar agora uma comissão que participará das avaliações das obras. “Agora não haverá intermediários entre o governo e os estudantes, teremos informações sobre o andamento das obras em reuniões quinzenais”, comemora Juliana Alves, uma das escolhidas para entrar na reunião. O governo ainda ressalta que o prédio em Ceilândia, previsto para ser entregue no dia 21 de abril, será finalizado dentro do prazo.