Kamila Farias
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Nada menos do que 39,7% da população do Distrito Federal recebe entre zero e três salários-mínimos (R$ 1.866). Para muitos, é preciso fazer algum malabarismo para conseguir sobreviver em um lugar, como a capital, onde o custo de vida é bastante alto.
Considerando a renda domiciliar, 2,7% da população do DF vive sem rendimentos. Mais de 8,2% vivem com até um salário-mínimo (R$ 622) e quase 28,8% recebem mais de um até três salários. Recebendo de três a cinco salários estão 16,1% da população do DF.
Em contrapartida, os que recebem de cinco a dez salários-mínimos representam 18,6%. Apenas 14,3% formam a parcela da população que recebe até 20 salários. Recebendo até 30 salários-mínimos estão 5,7% da população e 5,6% recebem mais que isso.
Para a presidente da Codeplan, Ivelise Longhi, as desigualdades são nítidas e precisam de atenção extra. “Temos que trabalhar as desigualdades e voltar as políticas públicas para esse tema. A desigualdade ainda é um grande problema para o DF”, comenta.
De acordo com o estudo Situação Social nos Estados, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil, que apresentava renda domiciliar per capita de R$ 511,5 em 2001, subiu para R$ 631,7 em 2009, totalizando um aumento real de 23,5%.
No caso do DF, o indicador era de R$ 939,8 em 2001, elevando-se para R$ 1.326,2 em 2009, um aumento de 41,1%. Para se ter uma ideia, o segundo colocado com a melhor renda no Brasil é Santa Catarina, no entanto, segundo o Ipea, lá a renda ainda é cerca de R$ 500 a menos do que em Brasília.