Nas últimas semanas diversas cidades do Distrito Federal passaram por um mesmo problema: esgoto jorrando na rua e nada da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) aparecer para resolver.
O caso mais recente ocorreu em Ceilândia. Foram necessárias mais de 10 ligações e a espera de sete dias até que a Caesb fosse à feira central da cidade resolver a questão. Comerciantes alegam ter perdido clientela e lucros.
Os feirantes que solicitaram o serviço de manutenção da Caesb ouviram da companhia, na época, a justificativa de que a demora era devido a falta de funcionários.
A reportagem do Jornal de Brasília procurou a Caesb para saber sobre a carência de pessoal e tentar entender a lentidão dos serviços prestados, mas não recebeu resposta da companhia.
Reclamação geral
Moradores e comerciantes próximos às aéreas que vêm sofrendo com esses problemas denunciaram a situação. Em Ceilândia, a dona de uma banca de jornal contou que o problema só foi resolvido depois de ser veiculado na imprensa. “Já estava saindo até fezes do bueiro. Entupiu e eles não faziam nada. Só diziam, a cada ligação, que tinham o prazo de 12 horas para resolver. Mas nada aconteceu até que fosse feita a matéria”, disse Patrícia Tarouquela.
A mãe dela, uma idosa de 61 anos, contou ainda que perdeu o lucro das vendas de salgados. “Porque era um nojo aquilo. Ninguém queria comer aqui, claro”, destacou Nelma. “É um desrespeito isso, porque, por mais que eles não tenham pessoal, em 15 minutos resolveram tudo. Fica no jogo de empurra-empurra e nós é que somos prejudicados”, completou.
O chaveiro Junior Alves, 29 anos, que também trabalha próximo à feira, disse que chegou a fechar a banca por causa do mau cheiro. Para ele, além de representar descaso com os serviços que deveriam ser prestados à população, a demora no atendimento prejudica, inclusive, a saúde das pessoas. “O que sai dali é contaminado, e aqui temos muita venda de alimentos”, observou.